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Publicado: Quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Programa Brasil Maior

Dia 02 de agosto o governo brasileiro lançou um pacote de incentivos à indústria nacional. E o tema dessa coluna continua relacionado com possibilidades para o aumento das exportações brasileiras. Só esperar ajuda do governo não basta. Mas vamos, agora, refletir um pouquinho sobre o Programa Brasil Maior.

De olho na informação de que as exportações brasileiras estão caindo, não só pelo preço do dólar, mas principalmente pela saúde financeira dos seus principais importadores. Há tempos o mundo lá fora está em crise, e em alguns Estados, bastante tumultuado – a mídia parou, há pouco de noticiar protestos na Grécia, há previsões de crise na Itália e o debate sobre a definição do teto da dívida norte-americana lançou até mesmo o temor de um calote dos EUA.

Com toda essa movimentação internacional, apenas a diminuição dos preços das mercadorias brasileiras não seria, de todo, suficiente. Ainda mais se baseada no controle artificial das taxas de câmbio.

Os adeptos do neoliberalismo que me perdoem, mas é função do governo coordenar políticas que possam oferecer mais alternativas ao exportador brasileiro. Desse modo, o novo pacote prevê uma série de incentivos à indústria nacional, entre eles a criação de uma linha de crédito para inovação e a postergação por mais 12 meses da redução do IPI, além da previsão de devolução de créditos de PIS e Cofins até 4% do valor exportado de manufaturados acumulados na cadeia produtiva, que hoje não dão direito ao crédito. Ao invés de baixar o valor do real no exterior, o novo pacote procura trazer para o exportador brasileiro a possibilidade de diminuição nos custos dos produtos exportados, permitindo a diminuição do preço final.

Este pacote não deve configurar-se como um produto final do governo brasileiro, e contentar-se com os benefícios que propôs neste momento.

Entidades ligadas à indústria já declararam que o pacote é insuficiente. E é. Para chegar a um resultado mais satisfatório para as exportações brasileiras, esse pacote de incentivos deve ser a primeira parte de um longo processo. Este, composto por dois lados: um deles, o governo, que deve seguir desenvolvendo projetos de incentivo aos setores industriais no Brasil, e de outro os empresários que não podem ficar acomodados esperando a presidente lançar novas medidas. Capacitação de pessoal e planejamento industrial são duas ações imprescindíveis para que o empresário brasileiro possa aproveitar melhor o movimento da economia brasileira a seu favor.

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