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Publicado: Quarta-feira, 20 de julho de 2011

O preço do dólar caiu. Hora de... investir!

No início de julho fui levar um conhecido ao aeroporto de Guarulhos e nos deparamos com o aeroporto incrivelmente lotado, com filas enormes, pessoas para todo lado e um conselho do atendente da companhia aérea: chegar com pelo menos quatro horas de antecedência, caso contrário, correria o risco de não embarcar.

Durante um café no saguão, a conversa fluiu para um conhecido texto de Antonio Prata, e dalí para as especulações mais econômicas, como o porquê do brasileiro estar viajando mais para o exterior, o preço do dólar e o aumento das importações e a diminuição das exportações. Inevitavelmente chegamos à crise dos países europeus, com a imprensa brasileira “leiloando” o próximo país a entrar no turbilhão da crise.

A Europa, os EUA e o Japão estão com problemas financeiros. Por diferentes motivos, é claro, mas gerando impactos negativos nas exportações nacionais. O real está valorizado, incentivando as importações e as viagens internacionais. Quem sofre com isso são os exportadores, e, a longo prazo, as taxas de desemprego tenderão a aumentar, o que faz com que muitos analistas já façam o prelúdio da crise. Entretanto, é preciso sempre lembrar que as crises são também chances para uma nova reflexão dos rumos tomados e mudanças de estratégia para retomar (ou alcançar) o sucesso.

Muitos dos produtos brasileiros são comercialmente competitivos no exterior devido ao preço, pois parte significativa da produção brasileira é feita com técnicas que estão defasadas em comparação com outros países. Isso faz com que a produção brasileira, em matéria de qualidade, concorra com a China, que tem custos menores de produção, e não atinja um público consumidor mais disposto a pagar mais caro pela qualidade. A grande oportunidade está em aproveitar o preço do dólar mais baixo e importar máquinas e equipamentos, modernizar o parque industrial brasileiro, o que deve aumentar a produção e a qualidade dos produtos.

Outra possibilidade é procurar novos mercados, em expansão e ainda não ameaçados pela crise. Grandes empresas internacionais já estão investindo em países da África e do Oriente Médio como alternativas, mas a América Latina é um espaço ainda pouco explorado pelas empresas brasileiras e que pode render bons negócios.

Planeje-se e aproveite esta chance.

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