Preço dos alimentos foram os grandes vilões em 2011

Publicado: Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 por Jéssica Ferrari

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Pesquisa aponta aumento de preço em todos os setores do varejo

O preço dos alimentos foi o grande vilão para o bolso do paulistano em 2011. É o que revela o Índice de Preços do Varejo (IPV), aferido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que teve alta de 0,72% na comparação entre novembro e dezembro, fechando o ano com acumulado de 4,09%.

De acordo com o IPV, o preço dos produtos de supermercados fechou 2011 com elevação de 5,54% após registrar elevações ao longo de todo o segundo semestre. Mas não foi apenas neste setor que os alimentos ficaram mais caros. Nas feiras, que registram elevação dos preços nos últimos três meses, os produtos alimentícios ficaram, em média, 4,23% mais caros desde o início de 2011. Somente em novembro e dezembro, o preço de verduras, frutas e legumes vendidos nas feiras subiu 2,93%, 1,73% e 1,63%, respectivamente. Os mesmos produtos tiveram um incremento de preços diferente nos supermercados. Nesse caso, o custo das verduras subiu 2,29% e o das frutas, 0,93%, já o dos legumes, caiu 1,69%.

Ao longo de 2011, os açougues acumularam elevação de apenas 0,44%. O número, porém, engana. Isso porque o setor foi marcado por variações muito amplas ao longo do ano. Somente entre novembro e dezembro, o preço das carnes subiu, em média, 3,44%. As carnes bovinas ficaram 4,06% mais caras no período enquanto as suínas registram incremento de 4,35%. O preço das aves, entretanto, seguiu em direção oposta, anotando ligeira retração de 0,01%. Nos supermercados, os mesmos produtos tiveram elevação de 4,87%, 3,33% e 1,97%, respectivamente.

O preço dos panificados também influenciou o IPV. Em novembro e dezembro, o preço subiu 0,5%. O setor de Padarias registra elevação de preços há 26 meses consecutivos e, em 2011, acumulou alta de 7,49%.

A Assessoria Técnica da Fecomercio-SP aponta a instabilidade climática, com excesso de chuvas no início do ano, como o principal motivo para a elevação dos preços dos alimentos. Exceto no caso das carnes, do leite e seus derivados, que foram prejudicados pelas secas na entressafra. A Fecomercio-SP destaca, ainda, que devido às chuvas registradas nos primeiros dias de 2012, a tendência é a manutenção da trajetória de encarecimento dos alimentos.

No total 17 dos 21 setores analisados pelo IPV fecharam 2011 com elevação de preços. Além de supermercados, feiras, açougues e padarias, também acumularam alta: floriculturas (16,33%); relojoarias (13,75%); jornais e revista (11,4%); CDs (9,85%); combustíveis e lubrificantes (7,82%); material de escritório (5,43%); móveis e decorações (5,36%); óticas (5,13%); drogarias e perfumarias (5,08%); brinquedos (5,02%); material de construção (4,97%); vestuários, tecidos e calçados (4,81%); e livrarias (1,22%). Os únicos setores que registraram queda de preços no acumulado de 2011 foram: autopeças e acessórios (0,9%); veículos (1,41%); eletrodomésticos (2,62%); e eletroeletrônicos (8,97%).

Sobre a Fecomercio-SP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Responsável por administrar, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes e congrega 152 sindicatos patronais que respondem por 11% do PIB paulista - cerca de 4% do PIB brasileiro - gerando em torno de cinco milhões de empregos.

Tags: itu, alimentos, fecomerciosp, ipv, compras, supermercados, economia

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