Publicado: Segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Corpo de Anselmo Duarte é enterrado em Salto
Familiares, imprensa e famosos compareceram à cerimônia.
Marília Monteiro
O corpo do ator e cineasta Anselmo Duarte foi enterrado no domingo, 8 de novembro, aproximadamente às 12h30, no Cemitério Municipal de Salto, sua cidade natal. Duarte morreu na madrugada do sábado, dia 7, em São Paulo, após sofrer o terceiro acidente vascular cerebral, aos 89 anos.
Anselmo recebeu várias homenagens no Centro de Educação e Cultura do município, que a partir de agora deverá se chamar “Centro de Educação e Cultura Anselmo Duarte”, como anunciou o prefeito do município, Geraldo Garcia.
Anselmo recebeu várias homenagens no Centro de Educação e Cultura do município, que a partir de agora deverá se chamar “Centro de Educação e Cultura Anselmo Duarte”, como anunciou o prefeito do município, Geraldo Garcia.
A cerimônia foi acompanhada por famosos, imprensa, familiares e amigos entre eles o ator Tarcísio Meira, protagonista do filme “Quelé do pajeú” (1969), dirigido por Duarte. Outro destaque também foi a presença do comediante Ary Toledo.
Além de atuar e dirigir mais de 40 produções, o diretor é dono de um feito único na história do cinema nacional: com seu filme, “O pagador de promessas” (1962), foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O longa também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Entre a tarde de sábado e o começo da manhã do domingo, o corpo de Duarte foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Além de atuar e dirigir mais de 40 produções, o diretor é dono de um feito único na história do cinema nacional: com seu filme, “O pagador de promessas” (1962), foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O longa também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Entre a tarde de sábado e o começo da manhã do domingo, o corpo de Duarte foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Vida e Carreira
Anselmo Duarte nasceu em Salto no dia 21 de abril de 1920, numa esquina da atual rua Monsenhor Couto, em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, onde seu pai tinha um comércio, conhecido por Venda da Capivara. De origem humilde, é o sétimo filho de Olympia Duarte, senhora que, abandonada pelo marido poucos meses após dar a luz ao caçula Anselmo, muito se esforçava no ofício de costureira para sustentar toda a família.
Com uma carreira de sucesso no cinema, teatro e televisão, ficou conhecido internacionalmente por ser o único brasileiro a receber o Prêmio “Palma de Ouro” em Cannes, com o filme “O Pagador de Promessas”.
Em Salto, Anselmo estudou no 1º Grupo Escolar, hoje Escola Estadual Tancredo do Amaral, na mesma classe de Archimedes Lammoglia e Jota Silvestre. Ainda criança, trabalhou como engraxate, aprendiz de barbeiro e molhador de tela no antigo Cine Pavilhão, onde seu irmão Alfredo era projecionista.
Em sua cidade natal, Anselmo viveu até os 14 anos, quando foi para São Paulo, onde trabalhou como datilógrafo, contabilista e dançarino. Mudou-se para o Rio de Janeiro, e lá atuou como figurante em filmes, redator e repórter de uma revista.
Seu primeiro trabalho como ator foi no filme inacabado do diretor norte-americano Orson Welles, It's All True, em 1942. Maior galã do cinema brasileiro nos anos 1940 e 1950, participou de produções dos estúdios Cinédia, Atlântida e Vera Cruz.
Estreou como ator principal no filme Querida Suzana, de 1946, e seu primeiro trabalho como diretor, coroado de muito sucesso, foi em Absolutamente Certo, de 1957.
De suas atuações como ator na Cinédia, destaca-se Pinguinho de Gente, de 1949. Na Atlântida, Anselmo Duarte atuou, dentre outros, em Carnaval no Fogo e Aviso aos Navegantes, ambos do diretor Watson Macedo.
Uma das mais destacadas atuações de Anselmo foi em Sinhá Moça, do diretor Tom Payne, que ganhou o Prêmio Especial do Júri, em Veneza. No papel do compositor Zequinha de Abreu, em Tico-Tico no Fubá, também foi muito elogiado pela crítica. São essas produções da Vera Cruz que fizeram crescer a imagem de Anselmo como galã do cinema nacional. Foi também ator em Independência ou Morte, produzido em 1972.
O ápice de sua carreira deu-se em 1962, quando dirigiu O Pagador de Promessas – único filme brasileiro a receber o maior prêmio mundial do cinema, a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O então jovem diretor venceu concorrentes que pertencem à história cinematográfica mundial, como Luis Buñuel, Michelangelo Antonioni e Robert Bresson.
Com a premiação, Anselmo Duarte ganhou uma série de desafetos, principalmente entre os jovens diretores do Cinema Novo. A carreira de Anselmo Duarte como diretor seguiu até o final da década de 1970. Outros de seus filmes ainda esperam uma reavaliação, tais como Vereda da Salvação, Quelé do Pajeú, Um Certo Capitão Rodrigo e
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