Consumidor quer comprar no interior, revela especialista
Campinas, Indaiatuba e Salto estão entre as favoritas.
Deborah DubnerA escassez de terrenos nos grandes centros e a tendência de empreendimentos cada vez mais enxutos e com menos vagas de garagem, privilegiando o uso de transporte público, como acontece com São Paulo, direciona as grandes incorporadoras do mercado para áreas mais afastadas, nas grandes cidades e para as regiões metropolitanas. Por outro lado, os preços mais baixos versus qualidade de vida e preço do metro quadrado nessas cidades também têm aumentado o interesse do comprador de forma expressiva.
Segundo Rogério Santos, Diretor da RealtON – primeiro outlet de imóveis novos do país - o volume de vendas de imóveis em estoque cresceu nesse segundo semestre, mas esteve, durante todo o ano, cerca de 20% maior no interior. Para ele, o que vemos é um movimento crescente de êxodo das capitais para cidade mais afastadas, mas que tenham boa infraestrutura ou boas vias de acesso a centros maiores.
Bruno Brunard, Diretor Comercial da RealtON, acredita ser fácil entender porque as pessoas estão preferindo comprar no interior: “com o mesmo valor de um apartamento pequeno no centro de São Paulo, é possível adquirir um terreno em loteamento em cidades como Indaiatuba e Salto, com toda a infraestrutura de lazer e serviços, e ir construindo aos poucos a casa dos sonhos”. Além disso, o fenômeno da conurbação urbana, que é o crescimento das cidades até aproximarem-se umas das outras, acaba sendo outro atrativo.
Tanto que esse movimento acontece também na região metropolitana: Rogério revela que alguns compradores que trabalham em Barueri, por exemplo, estão apostando em imóveis em Campinas, pela facilidade de locomoção trazida pelo Rodoanel. “Até mesmo em bairros afastados do centro, mas dentro de São Paulo é possível encontrar imóveis que geram muita qualidade de vida, com proximidade com o verde e amplos espaços de lazer, por exemplo”, explica.