Bem estar

Publicado: Sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Clínica de Hemodiálise Itu é referência regional

O tema foi discutido no Curso de Atualização em Nefrologia.

Clínica de Hemodiálise Itu é referência regional
Os pacientes de Itu não precisam mais se locomover para fazer o tratamento
A excelência da qualidade do funcionamento da Clínica de Hemodiálise de Itu foi um dos principais assuntos discutidos no 1º Curso de Atualização em Nefrologia, realizado em novembro no auditório do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Itu). Na abertura do evento, o prefeito Herculano Júnior e o secretário municipal de Saúde, Ademir Francisco de Campos, destacaram a importância que o investimento tem feito no tratamento dos pacientes que apresentam insuficiência renal. “Os pacientes de Itu não precisam mais viajar para cidades vizinhas como Sorocaba, por exemplo, ou mesmo Campinas, para fazer hemodiálise, fato que gerava muito desconforto aos pacientes e também preocupação aos familiares”, afirmou o prefeito.
      
Atualmente, de acordo com a nefrologista Maria de Lourdes Villas Bôas, que integra a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, a Clínica de Hemodiálise de Itu atende 106 pacientes de 13 cidades da região. A maioria desses pacientes é de Itu (43,3%). Salto tem o segundo maior número de pacientes atendidos na clínica ituana (16%), seguida por São Roque (11,3%), Porto Feliz (9,4%), além de 20% que são provenientes de cidades como Sorocaba, Salto de Pirapora, Araçoiaba da Serra, São Miguel Arcanjo, entre outras.
      
Quanto ao perfil dos pacientes, 52,9% são homens e 47,1%, mulheres. A maioria das pessoas atendidas na clínica (33,9%) tem entre 51 e 60 anos, seguida por pessoas entre 41 e 50 anos (21,6%), entre 61 e 70 anos (13,3%), pessoas com mais de 70 anos (12,4%) e entre 27 e 40 anos (8%). Já no que diz respeito à classe social, os números mostram que a grande maioria dos pacientes tratados na Clínica de Hemodiálise de Itu (70%) estão na linha da pobreza, enquanto que 20% pertencem à classe média baixa e 10%, à classe média.
 
Em discurso no 1º Curso de Atualização em Nefrologia, a médica falou sobre os programas de atendimento que o governo municipal oferece aos hipertensos e diabéticos, procurando assim se evitar e diagnosticar o quanto antes o surgimento de doenças de deficiência renal. Quando necessário, é feito o encaminhamento ao especialista. Através do programa Hiperdia, cadastram-se os pacientes hipertensos e diabéticos, procurando ter um controle e visitas permanentes de acompanhamento ao paciente, bem como consultas e atividades voltadas para este público.
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