Publicado: Quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Prof. Luiz Gonzaga da Costa Júnior
Deborah Dubner
O Prof. Luiz Gonzaga da Costa Júnior, Prof. Luizito nasceu em Itu, aos 13 de outubro de 1908, filho do Prof. Luiz Gonzaga da Costa, flautista e da Sra. Maria Luisa de Sousa Costa. Era neto de Tristão Mariano da Costa.
Estudou violino com o tio, Tristão , o seresteiro. Aos 14 anos morou em Campinas, para fazer o curso secundário. Transferiu-se depois para São Paulo, para continuar os estudos de música. Participou de diversos conjuntos musicais. Datam dessa época suas primeiras composições.
Esteve preso à cama, em Indaiatuba, onde vivia a família, por dois anos, por uma paralisia óssea que lhe tirou a flexibilidade de uma das pernas.
Foi nomeado para a Cadeira de Música no Ginásio do Estado em Itu em 1935. Fez o curso de Professores Especializados em Canto Orfeônico, habilitando-se à Licenciatura de Música.
Esteve regendo a Cadeira de Música e Canto Orfeônico no Ginásio Estadual (atual Ensino Fundamental II), no Colégio (atual Ensino Médio) e no Curso Normal (para formação de professores) do Instituto de Educação Regente Feijó por trinta e dois anos, formando gerações de ituanos, sobretudo professores do Curso Normal, habilitando-os ao ensino da iniciação à música nas escolas.
Formou e dirigiu a “Orquestra de Câmara de Amadores”, e o, no colégio o Orfeon que se apresentou em solenidades do educandário, agregando a ele grupos de músicos da cidade.
Durante as décadas de 1940 e 1950 representou a liderança mais significativa na área da Música na cidade, continuando a tradição de seus ascendentes.
Participou ativamente dos grupos de música coral da cidade, nas igrejas Candelária, Carmo e Bom Jesus, para os quais escreveu muitos arranjos musicais.
Na Escola Normal Regente Feijó criou a Sala de Música, aparelhada com instrumentos, discos e um pequeno museu de curiosidades, todas ligadas à cultura musical, o que colaborava na ampliação do universo dos futuros professores. Com o mesmo objetivo promoveu muitos concertos de música de câmara, valendo-se dos músicos locais.
Compôs uma série de obras de música popular, porém desaparecidas. De sua lavra há o Hino do Instituto Borges de Artes e Ofícios e da Guarda Mirim de Itu.
Uma calcificação nos ossos dos braços impediu-o, no fim da vida, de continuar sua carreira de violinista.
Faleceu solteiro, aos oitenta anos, a 6 de dezembro de 1988.
Adquirida parte de sua coleção de partituras, livros e objetos, foi doada ao Museu da Música – Itu, para preservação da memória ligada ao seu trabalho.
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