Educação

Publicado: Sexta-feira, 11 de abril de 2008

Programa Parceiros Vitae

O Programa Parceiros Vitae de Apoio ao Ensino Técnico e Agrotécnico é um dos projetos geridos pela FAT e tem como objetivo estimular os projetos de aperfeiçoamento e modernização curricular e tecnológica de escolas técnicas e agrotécnicas de nível médio, visando à incorporação, no processo de formação, das habilidades e competências requeridas pelo mercado de trabalho.
 
A idéia é possibilitar o desenvolvimento no processo ensino-aprendizagem das habilidades e competências adequadas aos conteúdos da qualificação profissional demandada pelo mercado de trabalho emergente. Até o momento, 151 escolas já foram contempladas no Programa e cerca de 205 mil estudantes, beneficiados.
 
O Parceiros Vitae realiza investimentos em ações voltadas para a instalação, complementação ou integração de ambientes de aprendizagem, ampliação de recursos didáticos e acervos bibliográficos, e formação ou aperfeiçoamento do corpo docente. Essas ações devem estar relacionadas com o aperfeiçoamento da escola em tecnologias básicas ou tecnologias avançadas, tais como tecnologia de informação e comunicação de dados, programação em microinformática, automação da produção e controle de processos. Os objetivos são promover a incorporação curricular dos conhecimentos e habilidades necessários à ampliação e alargamento do perfil da qualificação profissional orientada para a multiqualificação. O Programa visa também promover o desenvolvimento e a adequação da infra-estrutura tecnológica das escolas de formação profissional e estimular a utilização da informática no interior da prática pedagógica, enquanto recurso auxiliar de aprendizagem, linguagem, fonte de informação e instrumento de desenvolvimento de processos educacionais.
 
O Programa foi idealizado como um concurso anual de projetos, aberto a todas as escolas da rede federal, às escolas das redes estaduais, municipais e filantrópicas das regiões Sul e Sudeste e às escolas estaduais da região Nordeste, com oferta de cursos profissionais de nível técnico, além de cursos técnicos de nível básico e cursos de qualificação e/ou de especialização. A participação foi limitada aos cursos de formação de profissionais nos setores primário e secundário da economia, abrangendo as áreas profissionais de agropecuária, construção civil, geomática, indústria, informática, meio ambiente, mineração, química, recursos pesqueiros, telecomunicações e transportes.
 
A seleção compreende três fases. A primeira consiste em um convite às escolas com o perfil do Programa para atualização de suas informações cadastrais e apresentação de um pré-projeto. Na segunda, fase há a seleção dos melhores pré-projetos para receber orientação de consultores especializados e elaborar a versão final das respectivas propostas. A terceira fase é a classificação dos projetos finalistas e seleção final pelo Comitê Diretivo, composto por representantes das instituições parceiras.
 
O Programa foi criado em 1996 pela Vitae, associação civil sem fins lucrativos instituída em 1985, com foco voltado às áreas da cultura, educação e promoção social. Em educação, a escolha foi pelo ensino médio técnico profissionalizante. No início da década de 90, o Programa estava muito atento ao que eram as tendências na demanda de formação profissional no país, uma vez que o desenvolvimento industrial já alcançava um patamar diferenciado e o que o mercado buscava era um profissional com maior flexibilidade, capaz de migrar de uma tecnologia para outra, de um processo produtivo para outro, aprendendo a aprender.
 
“O Programa foi direcionado nessa linha, procurando estimular as escolas de educação profissional públicas ou comunitária – educação profissional regular do nível médio – a entrar nesse modelo sofisticado de formação de recursos humanos, tanto na área técnica industrial quanto agrotécnica”, explica Conceição Bongiovanni, assessora da FAT para o Programa.
 
A Vitae encerrou suas atividades em 2005. Prevendo o encerramento, anos antes começou-se a busca por novos parceiros. Em 2006, a gestão do Programa foi transferida para a FAT e a Vitae continuará como parceira do Programa até 2009. A partir desse momento entraram novos parceiros no Programa, além da FAT, a Fundação Lemann, o Instituto Unibanco, Itaú BBA e a própria Vitae.
 
“Houve uma identidade institucional muito forte, uma convergência de objetivos entre a FAT e o Programa, já que a atuação da Fundação é toda voltada para a área de educação profissional”, ressalta Luis Roberto Vanucci, diretor-técnico da FAT.
 
O Programa aprova em média 20 projetos por concurso, que beneficiam direta ou indiretamente 1.400 professores e 19.500 alunos por ano. Anualmente, o Programa investe em torno de R$ 3 milhões (cada parceiro contribui com R$ 600 mil), sendo que aproximadamente R$ 1,2 milhões é de contrapartida das escolas.
 
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