Movimento cultural, iniciado em Itu, ganha destaque no Rio de Janeiro
ABL e ABI prestam homenagem ao CNWS.
CEB Nelson Sodré
Várias e renomadas instituições do Rio de Janeiro vêm aderindo, nos últimos dois meses, ao movimento cultural de reconhecimento da relevância da obra de Nelson Werneck Sodré para o pensamento e a cultura brasileira, que teve início em Itu no ano do Centenário de nascimento do escritor.
Muitas dessas instituições já realizaram ou estão programando eventos para lembrar a data, entre elas o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, a Biblioteca Nacional, a Casa Rui Barbosa, a Academia Brasileira de Letras e a Associação Brasileira de Imprensa.
O evento da ABI encerrou com chave de ouro a passagem da diretora do CEB-NWS (Instituto Cultural de Itu), Olga Sodré, pelo Rio de Janeiro, numa empolgante solenidade da qual participaram representativas entidades das mais diversas áreas da cultura carioca, que deram um entusiástico e inusitado apoio ao Centenário de Nelson Werneck Sodré, enchendo o auditório da ABI com mais de 80 pessoas de diversos movimentos, todos engajados na luta pela cultura nacional.
O diretor do Departamento cultural da ABI, Jesus Chediak, abriu a solenidade comentando : "Hoje é um dia histórico, pois estamos iniciando um novo movimento para pensar a cultura brasileira a partir de reflexões de Nelson Werneck Sodré!"
O evento, que aconteceu na terça, dia 23 de agosto, teve palestra de Olga Sodré, sobre o significado histórico e social da importante obra do pai. Na ocasião foram distribuídos cerca de 100 exemplares do livro “Desenvolvimento Brasileiro e Luta pela Cultura Nacional”, publicado pelo IPEA e Editora Ottoni com textos do escritor selecionados por Olga.
Em sua palestra, a doutora destacou que Nelson Werneck Sodré foi não apenas um grande pesquisador da história e da cultura, mas um escritor que construiu sua obra em estreita relação com a história de nosso país, exprimindo o despertar da consciência nacional para uma emancipação nacional e popular inserida numa proposta alternativa de mundialização diversa da globalização.
O texto, na íntegra, pode ser lido no www.itu.com.br, com o título “Um arauto da emancipação nacional - popular e sua contribuição para as atuais questões da mundialização”.
Academia de Letras
A Academia Brasileira de Letras realizou uma cerimônia especial na quinta-feira, dia 18, com um bom público. Entre os acadêmicos, vários que conheceram pessoalmente Nelson Werneck Sodré. Todos os pertencentes à Academia receberam uma edição do livro “Memórias de um Escritor”, relançado neste ano pela Editora Ottoni.
Os participantes da mesa aprofundaram a análise da monumental obra do homenageado. O coordenador da mesa, Alberto Venâncio Filho, falou brevemente de seu contato com o escritor.
Em seguida, passou a palavra para a secretária geral da diretoria da ABL, a escritora Ana Maria Machado, que representou Carlos Heitor Cony (que por problemas de saúde não pode comparecer) e leu com carinho o texto que ele escreveu especialmente para a ocasião no qual menciona a repercussão do Centenário e suas reminiscências de NWS.
O acadêmico José Murilo de Carvalho, professor titular do departamento de história da UFRJ, analisou a contribuição de NWS para a História do Brasil, observando o que considera o “interessante fenômeno” no interesse de jovens pesquisadores pela obra de Nelson Werneck Sodré.
A doutora Olga Sodré destacou a contribuição de seu pai para a literatura e cultura do país. O texto, na íntegra, pode ser lido no www.itu.com.br, com o título “Relevância das memórias de um escritor para a literatura e a cultura nacionais”.
Olga Sodré
Olga Sodré é doutora em Filosofia pela Universidade de Sorbonne (Paris, França) e Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tem pós-doutorado em Filosofia pelo Instituto Católico de Paris e outro pós-doutorado no Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Integra o Grupo de Trabalho, Psicologia e Religião da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP) e trabalha como psicóloga clínica e social, tendo sido consultora, pesquisadora e professora, em diversas instituições brasileiras e estrangeiras, entre elas: Divisão de Política Científica (UNESCO), Laboratório de Psicologia Social (EHESS – Maison des Sciences de l’ Homme de Paris), Associação de Prevenção da Delinqüência (DASS – Ministério da Saúde- Paris), Faculdade de Ciências Humanas Clínicas (Paris VII - Sorbonne); Secretaria de Desenvolvimento Social (RJ), PUC-RJ, e UEG (atual UERJ). Participou em 2010, do livro “A Arte de Cuidar”, organizado pela pós-graduação da Faculdade de Medicina da USP e, em 2011, do livro “Enfrentamento Religioso e Saúde”, organizado pelo Instituto de Psicologia da USP.