Cotidiano

Publicado: Domingo, 17 de abril de 2011

'Ofício de Trevas' atrai grande público à Igreja do Carmo em Itu

Evento deu continuidade à Semana Santa.

Crédito: Jéssica Ferrari / www.itu.com.br 'Ofício de Trevas' atrai grande público à Igreja do Carmo em Itu
Quatorze velas que representaram os apóstolos e as Marias que acompanharam a Paixão perderam seu brilho. Apenas a décima quinta vela, que representou o próprio Jesus, não se apagou

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A cerimônia de “Ofício de Trevas” atraiu um grande público à Igreja Nossa Senhora do Carmo em Itu, no dia 16 de abril, dando sequência à programação “Itu – Fé, Tradição e Cultura”. O evento, que contempla os mistérios de Jesus Cristo, faz menção a uma oração extraída do Ofício Divino, um dos mais importantes exercícios de liturgia, que esse ano foi apresentado em sua versão original e com a participação de orquestra.

Durante a celebração, as luzes da igreja foram apagadas e as imagens dos santos e o altar cobertos por tecidos pretos, enquanto oradores recitavam salmos, antífonas, leituras e responsórios da quinta-feira santa, lembrando a oração no Monte das Oliveiras, a prisão de Jesus e a traição de Judas.

Um conjunto de quinze velas dispostas em um grande candelabro, chamado tenebrário, foi sendo apagado ao longo da cerimônia. Quatorze velas que representaram os apóstolos e as Marias que acompanharam a Paixão perderam seu brilho, apenas a décima quinta vela, que representou o próprio Jesus, não se apagou simbolizando a ressurreição.

Os salmos foram cantados em língua portuguesa e em canto-chão (canto gregoriano), interpretado pela Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo em diálogo com os membros da Congregação Mariana do Carmo. O oficiante da celebração foi o Frei Antonio Sílvio da Costa Júnior OC, Prior do Convento.

As leituras extraídas das Lamentações de Jeremias, bem como as antífonas e responsórios, foram cantados na música medieval do Canto Gregoriano próprio, previsto pela Igreja, todos em latim, língua litúrgica do Catolicismo. “Um evento muito bonito e emocionante”, afirma o ituano Altair José, que todos os anos faz questão de participar da celebração.

Lindas vozes ecoaram sob a escuridão

A celebração contou com a participação do coro da Associação Cultural Vozes de Itu, que apresentou as ‘Matinas de Quarta-feira Santa’, de Tristão Mariano da Costa (1846-1908), acompanhada da Orquestra Maestro Tristão Mariano e cantores solistas, entre eles, Eliane Aquino, Tiago Pinheiro e Sabah Teixeira, sob a regência de Vinícius Gavioli. A obra foi restaurada especialmente para ser executada na cerimônia.

A transcrição coube à equipe de músicos do Museu da Música – Itu, destacando a importância da cidade no cenário histórico e cultural, já que é uma das mais tradicionais cidades paulistas e guarda práticas culturais e religiosas do período colonial, formas de representação da fé católica, marcas de seu povo e da continuidade dos seus costumes. “O evento é um resgate da nossa história. Uma linda forma dos turistas perceberem o quanto damos valor a ela, afinal, a celebração não acontece em outros lugares, só em Itu”, destaca Hélio Tomba Júnior, presidente da PRÓTUR.

A realização dos eventos do “Itu – Fé, Tradição e Cultura” é assinada pelo Museu da Música – Itu e apoio da Associação Pró-Desenvolvimento do Turismo da Estância Turística de Itu (PRÓTUR), da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Itu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura de Itu, Instituto Cultural de Itu e Convento do Carmo de Itu. A programação completa dos eventos e cerimônias está na agenda cultural do site.

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