Cotidiano

Publicado: Quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

História da Diocese de Jundiaí

A Diocese de Jundiaí, que está completando 40 anos foi criada a 7 de novembro de 1966, pela Bula “Quantum Conferat” de Paulo VI e foi instalada canonicamente dia 6 de janeiro de 1967, numa memorável celebração festiva que contou com imensa multidão de fiéis e numerosas autoridades eclesiásticas, civis e militares.
 
Tomou posse, naquele dia, seu primeiro Bispo, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, OC, natural da cidade de Itu. Tem como Padroeira principal Nossa Senhora do Desterro que é também patrona da cidade de Jundiaí desde 1615. O território da nova Diocese foi praticamente todo desmembrado da Arquidiocese de São Paulo com exceção de Louveira que pertencia a Campinas.
 
Fazem parte da Diocese de Jundiaí 60 paróquias e uma quase-paróquia em onze cidades, a saber: Jundiaí, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista. A Diocese tem uma população de cerca de um milhão de habitantes, dos quais 85% professam a fé católica. Conta hoje com 77 padres diocesanos, 35 religiosos residentes (em 10 congregações), 87 diáconos permanentes, 18 congregações religiosas femininas e 37 seminaristas.
 

1ª. FASE - Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (1967-1982)

Coube a Dom Gabriel colocar as bases sólidas da nova Igreja Particular, dentro do mais lídimo espírito do Concílio Vaticano II (1962-1965), do qual ele fez parte como padre conciliar em todas as sessões.
 
Organizou os Conselhos presbiteral e administrativo, várias pastorais e fundou o Seminário Diocesano a 6 de janeiro de 1980. Homem culto, de grande santidade pessoal, Dom Gabriel investiu na formação dos leigos, com o objetivo de dar Cristo a quem não o têm e dar maior consciência de Cristo àqueles que já o têm. Para isto, deu amplo apoio aos movimentos laicais, mormente ao Cursilho de Cristandade e a organizações evangelizadoras da juventude que ele mesmo fundou, fontes exuberantes de leigos engajados nas ações pastorais e na vida da Igreja em geral.
 
Também criou o Curso de Teologia para Leigos, em Jundiaí e em Itu, importante instrumento para a formação de leigos. Dom Gabriel faleceu a 11 de março de 1982, deixando aos seus padres e a seus diocesanos em geral um elevado exemplo de vida santa e amorosa à Igreja. Tramita na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, o seu processo de canonização.

2ª. FASE - Dom Roberto Pinarello de Almeida (1982-1996)

O segundo Bispo de Jundiaí foi Dom Roberto Pinarello de Almeida que já trabalhava com Dom Gabriel desde 1971, primeiro como Bispo Auxiliar, depois como Coadjutor.
 
Com a morte de Dom Gabriel, passou às funções de Bispo Diocesano, permanecendo até 1996, quando apresentou renúncia à Santa Sé. Em seus 15 anos de pastoreio, fundou a Escola Diaconal Santo Estêvão que tem formado numerosos Diáconos Permanentes. Realizou as 1ª, 2ª e 3ª Assembléias Diocesanas de Pastoral, criou o Conselho Diocesano de Pastoral, implantou o Centro Catequético Dom Gabriel voltado para a formação de catequistas e leigos em geral e que, em Jundiaí, incorporou o antigo Curso de Teologia para Leigos.
 
Recebeu novos movimentos eclesiais e deu especial atenção ao Caminho Neo-Catecumenal, movimento de origem espanhola que tem na Diocese de Franca e na de Jundiaí suas mais numerosas comunidades do Brasil. Fundou uma das obras mais beneméritas da região que é a Casa Santa Marta, para atendimento dos pobres que vivem na rua.
 
Implantou também a Pastoral de Casais em Segunda União, levada a mais de 70 dioceses do Brasil e de outros países e a Pastoral Fé e Política, visando a formação de leigos para atuarem no campo da Política. Fundou o jornal “O Verbo” e instalou o canal repetidor da Rede Vida, em Jundiaí. Ampliou o número de paróquias, ordenou 30 novos presbíteros e deu novo vigor à vida pastoral diocesana. Faleceu repentinamente a 28 de junho de 2002, em Roma, um dia antes de completar seus 50 anos de sacerdócio.
 

3ª. FASE - Dom Amaury Castanho (1996-2004)

A 2 de outubro de 1996, Dom Amaury Castanho assumiu o encargo de terceiro Bispo Diocesano, estando já presente na Diocese como Bispo Coadjutor de Dom Roberto desde 1989, período em que colaborou fortemente com a dinamização da pastoral diocesana, com a implantação dos conselhos, realização de assembléias e organização das regiões pastorais.

Seu trabalho foi marcado pela Pastoral da Comunicação, aplicando seus dotes de jornalista em favor da evangelização, sobretudo através do jornal “O Verbo”, mas também da Rádio Comunitária “Terra da Uva” e da instalação dos canais repetidores da Rede Vida (em Itu e Salto). Deu nova organicidade pastoral à Diocese, realizando as 4ª, 5ª e 6ª Assembléias Diocesanas de Pastoral e criando o Colegiado de Pastoral; criou o Instituto Diocesano da Família e o Centro Diocesano de Formação Social e Política, entre outras iniciativas. Construiu o amplo edifício Cristo Rei, sede da Cúria Diocesana e Centro de Pastoral, instalando também aí o Museu Sacro “Cardeal Rossi”.

Criou várias paróquias, iniciou o trabalho com diaconias, ordenou 26 novos padres e 64 diáconos permanentes. Esteve à frente da Diocese por 7 anos. Faleceu em 1º de junho de 2006, após vários meses de enfermidade.

4ª. FASE - Dom Gil Antônio Moreira (2004...)

 A 7 de janeiro de 2004, o Papa João Paulo II nomeou, como quarto Bispo Diocesano, a Dom Gil Antônio Moreira que tomou posse a 15 de fevereiro numa belíssima cerimônia que reuniu cerca de nove mil pessoas, incluindo trinta bispos, quase 100 presbíteros e cerca de 80 diáconos permanentes.
 
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