Espanha vence Alemanha e vai jogar sua primeira final
Técnico barrou Torres e investiu na defesa.
Leandro SaruboPor Leandro Sarubo
É verdade que sem Thomas Mueller a Alemanha não é tão ofensiva e eficiente. Mas é verdade também que a Espanha não empolgava na Copa, dependendo muito do esforço de David Villa. Pois bem. Hoje, sem dúvidas, a Espanha jogou o que todos viram nos últimos anos.
A seleção de Vicente Del Bosque entrou em campo como se estivesse em uma batalha. E como em batalhas são necessários guerreiros, Torres foi sacado da equipe titular. Pedro, jovem atacante do Barcelona, tomou a vaga do craque do Liverpool. E jogou bem, muito bem.
Fominha em muitos momentos (perdeu um gol feito no segundo tempo), o jovem deu mais vida ao bloco ofensivo da Fúria, atormentando a zaga alemã, mais atarefada com o desempenho modesto de Ozil e os demais meias e atacantes da seleção que chacoalhou a Argentina nas quartas de final.
O gol espanhol surgiu em um escanteio, aos 28 minutos do segundo tempo. O time que entrou em campo com 63% dos jogadores do Barcelona, se classificou para a final com assistência e finalização do time catalão. Xavi cobrou, com a classe de sempre, e Puyol, às vezes contestado, às vezes criticado, testou. E testou firme. Gol espanhol.
O eficiente time da Espanha, que contra Suíça, Honduras, Chile, Portugal e Paraguai não convenceu, mostrou sua objetividade no momento em que o manto do favoritismo havia sido transferido aos alemães. A final da Copa 2010 trará, enfim, um campeão inédito. De um lado, a equipe espanhola, que terá apoio dos donos da casa e, claro, de todos os brasileiros. Do outro, a pragmática Holanda, duas vezes vice campeã.
Quem leva a taça?