Sustentabilidade

Publicado: Sábado, 27 de março de 2010

SOS Mata Atlântica lança campanha "Exterminadores do Futuro"

Objetivo é definir os políticos que agridem o meio ambiente.

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou em março a campanha “Exterminadores do Futuro” com o objetivo de divulgar quem são os políticos e pessoas públicas que agem contra o meio ambiente.

A ação será feita com a ajuda da população, que pode acessar o hotsite www.sosma.org.br/exterminadores e indicar candidatos a exterminadores, baixar modelos de cartas para enviar aos deputados e outros materiais da iniciativa.

A campanha foi lançada em Brasília, com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista, e divulgará uma lista prévia durante o “Viva a Mata”, evento que acontece entre os dias 21 e 23 de maio, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Os indicados nesta prévia poderão se manifestar e uma lista final de exterminadores do futuro será divulgada em julho.

“Queremos mostrar para a população que todos podem fazer alguma coisa contra aqueles que querem promover retrocessos a nossa legislação ambiental e juntos construir políticas públicas em atos de cidadania ativa. E também mostrar aos políticos que estamos de olho neles e acompanhando tudo de perto”, explica Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

A campanha usa o período eleitoral para informar os eleitores sobre como agem os candidatos em relação a temas ambientais, de forma participativa e mostrando formas de adequar planos de governo. Ainda este ano, a SOS Mata Atlântica lançará uma nova Plataforma Ambiental, criada em 1989, com o objetivo de mostrar a todos uma agenda política socioambiental.

Nos últimos anos, o Brasil tem presenciado diversas tentativas da bancada ruralista em aprovar projetos de leis que pretendem desfigurar o Código Florestal Brasileiro (Projeto de Lei 6424/0) ou desmantelar a legislação ambiental como um todo (Código Ambiental - PL 5367/09), além de outras iniciativas semelhantes. “O Brasil tem uma das melhores leis ambientais do mundo, o que resta é elas serem colocadas em prática. Um país sem legislação ambiental não tem futuro. Para isto trabalhamos há mais de 20 anos com a Plataforma Ambiental”, ressalta Mantovani.

Comentários