Robert Pattinson fracassa em sua estreia no cinema "adulto"
Ator é incapaz de interpretar papéis mais profundos.
Leandro Ferreira
Por Leandro Sarubo
Demorou, mas finalmente a saga Crepúsculo garantiu algum entretenimento para o público.
O anúncio do caso entre Rupert Sanders e Kristen Stewart, até então namorada de Robert Pattinson, seu par na bilionária franquia, foi a licença poética do cinema nesta estação.
Isto porque, paralelamente às análises sobre as razões que levaram a atriz a pular a cerca e desmanchar aquele enlace tão forte com o "vampiro bonzinho", acontecerá no Brasil a estreia do novo trabalho de Pattinson, em que, imaginem só, ele interpreta um homem galanteador, capaz de encantar e engabelar todas as mulheres que avistar. A julgar pelas recentes escolhas de Kristen Stewart, podemos dizer apenas que o papel foi entregue ao profissional errado.
“Bel Ami: O Sedutor”, o filme em questão, é uma adaptação do livro homônimo de Guy de Maupassant. Robert interpreta George Duroy, camponês que aproveita a inocência – e o fogo – das mulheres para ascender socialmente. Argumento pouco original, é verdade, mas que pelo tom clássico da obra poderia render um interessante drama. Expectativa, claro, não atendida. Abarrotada de frases de efeito, a produção mais parece uma versão de época de "Malhação", sobretudo pela interpretação farsesca e vergonhosa de Pattinson.
Robótico e acompanhado pelo talento de fachada que conserva desde sempre, o modelo (ele ainda está longe de ser um ator de verdade) deixa bem claro em "Bel Ami" ser incapaz de interpretar qualquer papel que o obrigue a fazer três expressões diferentes - em "Crepúsculo" ele trabalha com apenas uma, a letárgica, apreciada apenas pelas fãs da saga de Stephenie Meyer.
Não sei se Robert Pattinson perdoará Kristen Stewart. Espero que sim, porque torço pelo amor.
Não sei se Robert Pattinson voltará a fazer dramas. Espero que não, porque torço pelo cinema.