Cinema

Publicado: Terça-feira, 30 de julho de 2013

Após "bomba", Wolverine recupera dignidade em novo filme

Nova produção é uma das melhores da franquia mutante.

Após "bomba", Wolverine recupera dignidade em novo filme
"Wolverine: Imortal" tem sequências de ação de tirar o fôlego

Por André Roedel

Esqueça “X-Men Origens: Wolverine”. A bomba-cinematográfica lançada em 2009 é totalmente superada por “Wolverine: Imortal”, filme que estreou no Brasil no dia 26 de julho. Com excelentes sequências de ação, uma trama bem amarrada e personagens sólidos, a nova produção é uma das melhores da franquia mutante nos cinemas.

O primeiro ponto a ser destacado é a atuação de Hugh Jackman. Não tem o que falar: o cara É o Wolverine, assim como Robert Downey Jr. é o Homem de Ferro e Andrew Garfield é o Homem-Aranha. Desde o primeiro filme dos X-Men, lançado em 2000, dava pra saber que o ator australiano era a escolha certa para viver o mutante canadense – apesar da grande estatura.

Outro ponto alto do filme é o arco usado como base da trama. “Eu, Wolverine”, de Chris Claremont (roteiro) e Frank Miller (desenhos), é uma das histórias responsáveis por popularizar os quadrinhos do mutuna canadense. Tudo bem que o motivo da ida de Wolverine ao Japão no filme é bem diferente do visto nos quadrinhos – nas HQs, o mutante vai ao país asiático em busca de seu grande amor, Mariko Yashida, e de paz - mas mesmo assim o roteiro é bem construído.

“Wolverine: Imortal” toma algumas “licenças poéticas” que podem não agradar os fãs mais fervorosos, como a origem do Samurai de Prata. Eu também não curti o que fizeram com o vilão, mas é justificado na trama. Como escrevi numa coluna recente, é necessário entender que uma adaptação nada mais que isso, uma adaptação. Outra coisa que irrita são os clichês mais do que conhecidos em adaptações de quadrinhos, como os vilões que contam todo o plano para o herói.

O novo filme é um bom entretenimento, com cenas de ação de tirar o fôlego e que agradam até mesmo quem não curte o personagem. A relação amorosa de Logan e Mariko é bem estabelecida, criando ganchos interessantes para possíveis sequências. “Wolverine: Imortal” é um filme nota 7, com todos os méritos. E, se levarmos em conta que “Origens” merece nota -37, isso é um grande avanço.

P.S.: Fique até o fim dos créditos. Uma ceninha marota vai agradar quem é fã – e quem não conhece o Universo Marvel, ficar perdidinho.

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