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Publicado: Sábado, 1 de fevereiro de 2014

Zoológico de Belo Horizonte

Zoológico de Belo Horizonte
Idi Amin (in memoriam)

Zoológico de Belo Horizonte no limite da irresponsabilidade

Todos os envolvidos na pesquisa e no combate a Leishmaniose no Brasil sabem que Belo Horizonte é uma área endêmica. O Zoológico da cidade está no vértice dessa área, tem animais contaminados há muitos anos e continua tendo. O único que ignora esta informação é o Diretor do Zoológico, que numa matéria jornalística negou a existência de animais doentes.

A Leishmaniose é uma infecção causada pelo protozoário Leishmania chagasi, transmitido pelo mosquito-palha. Os cães são os hospedeiros mais comuns do parasita, contaminando mosquitos que se alimentam com seu sangue e estes, por sua vez, transmitem a doença aos humanos e grandes primatas. O Ministério da Saúde estima que a letalidade da doença seja de 90%, quando não há tratamento logo no início da manifestação desse mal.

O Manual de Vigilância e Controle de Leishmaniose Visceral no Brasil, editado pelo Ministério da Saúde, determina que animais infectados devem ser sacrificados e não submetidos a tratamento, uma vez que a pasta não considera esse procedimento eficaz. E a eutanásia, criticada e polêmica, tem sido a prática do Centro de Controle de Zoonose de Belo Horizonte, no que se refere aos cães ambulantes e de propriedade privada.

A resposta do Zoológico a uma matéria publicada em que o Projeto GAP revelou que denunciou ao Projeto GRASP da ONU, que cuida dos Grandes Primatas no mundo, a irresponsabilidade do Zoológico de Belo Horizonte e de zoológicos ingleses e espanhóis (que têm enviado gorilas – sem imunidade a doenças tropicais – a este Zoológico, onde dois gorilas já morreram recentemente de causas não esclarecidas) é que eles usam coleiras repelentes nos animais suspeitos de estarem contaminados, para evitar que os mosquitos os piquem e transmitam a doença para humanos visitantes e outros animais.

É praticamente impossível num Zoológico no meio da cidade, com bastante arborização, com muitos animais potencialmente contaminados, que se consiga borrifar com inseticida para matar o mosquito transmissor, que é outra das explicações dadas pelo Zoo para controlar a infecção.

A Leishmaniose Visceral é até mais perigosa que a Dengue. As autoridades federais de saúde não têm dado a real importância, já que é uma doença da população pobre e todas as tentativas de montar uma estratégia atual e efetiva de combate a mesma têm sido ignoradas.

O Projeto GAP solicitou às Nações Unidas que impeça o envio de Grandes Primatas para este Zoológico, que é um centro potencial de transmissão desta doença, o que é fatal para todos os primatas, humanos ou não.

Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional

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