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Publicado: Quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sem esperança nem perspectivas

Sem esperança nem perspectivas

Quando um cidadão adoece segue diretamente ao médico.

E vai porque confia.

Salvo o adiantado de seu mal físico, no geral se lhe receita remédio compatível, o enfermo se recompõe e retoma a vida.

O Brasil padece de mal agudo.

No caso, troca-se o mandatário maior, a ser substituído.

Os substitutos todos, seja qual for e de que legenda eles se originem, mesclam-se igualmente numa conduta doentia de assaque ao bem público, com que se desafia todo e qualquer brasileiro a empreender a seleção e escolha nesse contingente corrompido, de alguém absolutamente irrepreensível.

Em vão.

É surpreendente o assanhamento da corja toda na constituição de um ministério falsamente apto, limpo, patriótico, ou seja, todos ofegantes por funções em que se lhes favoreça individual e interesseiramente, sem pejo nem rebuços.

Em suma, trocam-se nomes e o vespeiro se assanha ainda mais, cobiçosos e insensíveis os eleitos.

É só esperar mais um pouco.

A ganância é tanta que a deslealdade e o abandono da barca que afundava foi total.

O Brasil é assim.

Imagem mais bem feita do que a da mídia nacional, tem sido aquela produzida além- mar, noutras plagas, em especial a mídia inglesa e francesa. Ingênuo quem pense que lá fora se enxergue menos do que aqui, o que aqui se passa.

Em 64, conquanto os brasileiros não vissem nem percebiam, a esquadra americana esteve nas cercanias pronta para qualquer eventualidade. E é por isso mesmo que não se sabe nunca de que lado as forças maiores internacionais estão. Olheiros delas se imiscuem e se trajam tal qual os nacionais.

Não será agora, pois, nem desta vez, que o Brasil vai ser passado a limpo.

Um porém, a esta altura.

O judiciário tem em mãos as fichas sujas e entre elas as de muitos dos que ora assumem. Seria um bom começo e provavelmente sério de renovação.

Mas, mesmo assim, uma vez a casa limpa, ah que pena. Haverá outras e outras eleições e aí, pelo voto, mesmo que eventualmente banidos os corruptos, os votantes os reconduzem.

Em suma. Mero vai e vem. Um beco sem saída.

O sol da segunda feira anterior, a do dia 11, o desta, 18 e imediatamente sucessiva ao circo constrangedor do domingo (17), e o da segunda feira vindoura, 25, não se iludam, é sempre o mesmo.

Assim, este país.

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