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Publicado: Quarta-feira, 17 de maio de 2006

Preconceitos no Cinema

Nesta semana, mais precisamente no dia 26, as salas de cinema do mundo inteiro exibirão pela a última parte (será?!) da cine-série dos X-Men, os mutantes criados por Stan Lee e Jack Kirby. A história surgiu em quadrinhos em 1963 e, apesar dos poderes dos mutantes (seres humanos com alterações genéticas), eles são uma ótima alegoria de Stan Lee para o preconceito. Tanto nas histórias narradas no cinema quanto nas da televisão e das revistas, a equipe liderada pelo famoso (e um pouco insosso) Charles Xavier (o professor X) enfrenta batalhas sociais ao mesmo tempo em que tenta salvar o mundo dos vilões blá-blá-blá.

A equipe do Bem (no caso a liderada pelo professor e pelo adorado mutante mal-humorado Wolverine) é aquela que busca um pacto com os humanos, uma coexistência pacífica. A do Mal, os mais-que-alternativos seres liderados por Magneto, querem exterminar os humanos e no segundo filme tentaram “converter” os humanos em mutantes. Nesse terceiro filme, os mutantes enfrentarão duas grandes batalhas: uma das integrantes da equipe do Bem virou-casaca para a equipe do Mal (em outras palavras, Jean Grey virou a Fênix Negra). A outra batalha é a grande dúvida shakespeareana “ser ou não ser”, pois foi encontrada uma fórmula que faz dos mutantes simples mortais como todos nós. Mas a escolha é deles e a diversão é nossa.

Se continuarmos na metáfora, é possível comparar o terceiro filme com aquele deputado que há alguns meses quis encontrar a cura para o homossexualismo ou com o Michael Jackson que quis ficar branco. Tanto o deputado quanto o cantor decadente precisam acompanhar o lançamento de “X-Men 3: O Confronto Final” e perceber que o problema não está nos outros, mas neles mesmo. O preconceito, racismo, segregacionismos é, para mim, uma questão pessoal e não social. Nem os negros, nem os homossexuais, nem os palmeirenses, judeus ou apreciadores de pagode são um perigo para a sociedade. O grande perigo mora naqueles que culpam os outros por seus problemas.

Não só X-Men consegue falar de preconceito no cinema. O vencedor do Oscar 2006, “Crash – No Limite” é outro filme com essa bandeira. As histórias são todas voltadas para esse tema e fazem com que o espectador reflita sobre o que pensa da vida, das pessoas e de si mesmo. Duas ótimas indicações, uma no cinema e outra para se ver em casa.

Outros títulos que tratam do assunto, em variadas vertentes:
Transamérica (2006)
O Segredo de Brokeback Mountain (2006)
Meninos Não Choram (1999)
Monster (2003)
Filadélfia (1993)
Malcom X (1981)
Forrest Gump (1994)

Com certeza existem outros, e todos valem a pena ver.

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