O veleiro seguro
Certo dia estava passando por Angra dos Reis e parei no Porto Bracuhy.
É um lugar agradável. Existe uma grande estrutura para barcos, um paraíso para quem é marinheiro.
Observava os veleiros atracados no cais, lembrava os momentos em que morei no meu veleiro Stormy.
A maioria dos veleiros que estão ali quase não velejam, seus donos são muito ocupados, não tem tempo para eles.
Mas existe o outro lado: eles estão seguros no cais, não correm risco.
Mas de que adianta a segurança se eles não podem fazer o que mais sabem: velejar?
Que importa a segurança se eles não podem sentir o vento em suas velas, se não podem sentir o mar em suas proas, se não podem descobrir lugares, se não podem ficar em uma agradável enseada apenas contemplando?
Caminhando um pouco mais, vi uma cena triste: um veleiro no seco, totalmente retorcido pelo fogo.
Essas simples cenas do dia a dia, nos faz rever conceitos adotados.