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Publicado: Quinta-feira, 2 de julho de 2009

O jornalista diplomado na final da Copa do Brasil

O jornalista diplomado na final da Copa do Brasil
Corinthians: tricampeão da Copa do Brasil
Às vezes é preciso dar o braço a torcer. Nesse caso, tenho que reconhecer que esse ano tem tudo para ser do Corinthians. Depois de conquistar o 26º título de Campeão Paulista, vencendo os favoritos Palmeiras e São Paulo, foi a vez de brilhar na Copa do Brasil, que por si só não tem muita importância, mas dá ao campeão uma vaga na Libertadores do próximo ano.
 
O último jogo da final começou tenso, com marcação acirrada e principalmente muitas faltas – foram dois cartões amarelos em menos de cinco minutos. O Internacional, para quem eu torci em vão, começou perdendo por dois gols, vantagem que o Corinthians abriu no primeiro jogo, em São Paulo.
 
Apesar disso, os jogadores do Inter – inspirados no talento do atacante Nilmar – partiram para cima, mas desperdiçaram várias chances de gol. Como quem não marca toma, o Corinthians abriu o placar e, oito minutos depois, ampliou, arrancando dos colorados a pouca esperança que lhes restava, e o grito de campeão que fez calar a torcida gaúcha.
 
Mesmo precisando fazer cinco gols para levantar a taça da Copa do Brasil, o Inter não desanimou e continuou atacando; mas o goleiro Felipe, que em 40 jogos só havia tomado 29 gols durante o ano, fez defesas espetaculares, esfriando ainda mais o ritmo de jogo dos adversários.
 
No segundo tempo da partida, em meio a brigas e expulsões, inclusive dos técnicos Mano Menezes e Tite, os jogadores colorados finalmente marcaram – um seguido do outro – e empataram o placar. Mas foi tudo que eles conseguiram, pois as estrelas corinthianas brilharam mais.
 
***
 
Além dos guerreiros em campo e dos fiéis torcedores, outra pessoa chamou minha atenção durante o jogo: o arbitro-jornalista Ricardo Ribeiro, de 30 anos. Ele me fez lembrar uma discussão que, para mim, é desnecessária e está sendo em vão: a obrigatoriedade do diploma para jornalistas.
 
Assim como no futebol, os profissionais de jornalismo também nascem com um dom que é aprimorado com a prática e não no banco de uma escola. Isso porque o jornalismo não depende de um conhecimento técnico específico, pois é uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano e domínio da linguagem, além do conhecimento da informação, e a curiosidade que um bom profissional precisa ter.
 
No caso de Ricardo, e de vários outros, os quatro anos de faculdade não foram suficientes para brotar nele o amor pelo jornalismo. Ao contrário de outros jornalistas de coração que mesmo sem ler livros de séculos atrás e sem aprender o que é um lead, fazem da profissão um caminho para informar em busca de um mundo mais justo e humanitário.
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