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Publicado: Segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Malabarismo da informação

Malabarismo da informação

A Internet abriu caminhos até pouco tempo imprensáveis para a comunicação de um modo geral, e no mundo organizacional (empresas, ONGs, governos e partidos) não é diferente. Pelo contrário, todos esses agentes parecem ter acordado para a necessidade de criar canais (e aqui não discuto a duvidosa qualidade dos mesmos) para "falar" com seus públicos de interesse.

O fato é que hoje temos uma profusão de ferramentas, caminhos e opções para atingir nossos objetivos no que tange à comunicação empresarial. Mas se, num passado recente, a grande pergunta era "com que recurso" ou "como" produzir uma comunicação formalizada eficiente, hoje, o grande "xis" da questão é escolher o caminho adequado ao público que se quer atingir e ao canal que se quer usar.

É inevitável que uma empresa que opte pela profissionalização de sua comunicação lance mão de mais de um veículo para isso. Minimamente, temos, de partida, um canal de comunicação com os funcionários (ou colaboradores, blarg!!!), outro com a mídia (via assessoria de imprensa e suas ferramentas) e com a sociedade. Como disse, isso, no mínimo!  Em termos práticos, isso envolve investimentos na criação de um jornal e/ou intranet e/ou revista para comunicação com os funcionários; um site com sala de imprensa potencializado para atender à mídia, além do disparo consecutivo de press releases; e um site com informações corporativas e de produtos que apresente claramente os diferenciais competitivos da empresa em questão.

Muito? Não brinca!!! Como disse, isso é o mínimo em termos de comunicação organizacional. 

Cada um dos públicos-alvo de uma empresa ou entidade pode ser dividido, grosso modo, em: interno, externo e imprensa. Dentro desses micro-universos, existem ainda outras subdivisões e, nestas, outras e outras subdivisões.

Tomemos o público interno (funcionários) como exemplo. Numa empresa mediana, que possua uma linha de produção ou pelo menos uma divisão entre escritório e serviço braçal, facilmente se identificam dois públicos que, portanto, pedirão duas ferramentas e dois canais distintos de comunicação. E se esses públicos não notarem nessa comunicação (e nas informações passadas) o atendimento aos seus anseios, blau blau. Tudo cai por terra e um novo projeto de comunicação deve ter início - a não ser que a empresa queira continuar pondo dinheiro fora!

Adequar veículo/mensagem à audiência (públicos) e ponto de partida, bê-a-bá, de qualquer processo de comunicação. A isso, soma-se ainda a obtenção de feedback, ou seja, algum tipo de resposta (no melhor do caso, a multiplicação da informação) que ateste o sucesso (ou não) da comunicação. 

A internet num primeiro momento pode parecer o sonho dos Deuses em termos das vastas possibilidades que oferece (eu mesmo tenho amigos virtuais na longínqua Estônia). Porém, ela oferece muitas cartas - talvez, mais do que os processos comunicacionais em empresas esteja habituado - e querer uma análise cuidadosa. 

Sites com sala de imprensa que não funcionam, Fale Conosco com link quebrado, home sem telefone e/ou endereço... No universo online, não existe meia exposição. Ou a empresa entra de cara nessa janela para o mundo e assume "Vou me comunicar com transparência", ou é melhor fechar as cortinas. 

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