Publicado: Quinta-feira, 21 de junho de 2007
Juventude pró Políticas Públicas de Juventude
Trabalho, coletivo, cooperação... Muita confusão sobre o que pode e o que não pode ser chamado de trabalho, profissão, luta e movimento. Às vezes o cidadão é de uma ONG, algumas participam de Redes, outras é funcionário do patrão e assim várias identidades entram em choque querendo ocupar o lugar comum, o habitat da construção social que ganhará espaço no coletivo maior da sociedade, ou seja, o trabalho é reconhecido.
Nossa sociedade tem o Estado como parceiro, construção social histórica que ampara movimentos interdependentes e que define que somos de outros Estados, outras regiões e que dada a complexidade da realidade, temos também outros problemas. Em comum Gaia, Terra Mãe e Vida detentora de todo o Uno movimento humano.
No dicionário: Es.ta.do sm 4 Posição Social. 5 Nação politicamente organizada por leis próprias. 6 Conjunto de poderes políticos de uma Nação. 7 Divisão territorial de certos países. – E. de sitio: suspensão temporária de direitos e garantia de cada indivíduo.
Nação é o povo de um país. “Após séculos de ‘povo’ e, por conseqüência, de Estado (Estado-Nação, Estado centralizado, etc.),” há inúmeras iniciativas de se governar o Estado ampliando a participação de outros setores na tomada de decisão, descentralizando o poder.
Ou será que a dinâmica global da economia, do comércio, da pobreza e desastres socioambientais atual impõe ao povo e suas lideranças uma quantidade enorme de decisões complexas, aumentando assim a necessidade de novas estruturas decisórias?
Sintética, a pergunta não é uma das mais inteligentes dentre as possibilidades de reflexão abrangendo estes assuntos, mas intencionalmente, reflete a pergunta de quem vê o mundão complexo simples assim, passível de mudança.
O povo era reconhecido como dotado de uma única vontade, um único som que ganha vida nas palavras do líder, do Governo. Monopólio das decisões políticas e da força insere a humanidade num corpo político distinto do estado de natureza, alcançando status de pessoa jurídica, onde seus pertencentes têm direitos e deveres regidos por um pacto social.
No cenário atual vemos uma multiplicidade de atores e atrizes capazes de influenciar a decisão de muitos indivíduos e assim, sobrepujar qualquer iniciativa totalizadora da verdade e da capacidade de execução de planos de ação. O capital é global, assim como o Meio Ambiente e os Direitos Humanos, entre outras. Não há prioridade no perigo atual da sobrevivência da espécie humana.
Metade da atual população humana em Gaia é capaz de executar serviços qualificados em qualquer uma das Nações. Nas manufaturas, indústrias, empresas familiares e prestadoras de serviço a produção em larga escala, personalizada, seja agrícola ou industrial, é possível graças a capilaridade de tecnologias e capacidade de transferência de conhecimento, dominando os Planos de Desenvolvimento de todos os países e regiões, incluindo-se ai microrregiões e planos por localidades.
Sempre há uma função componente do trabalho e do serviço que esteja presente em todo o planeta e que possa ser desempenhada por um indivíduo minimamente qualificado, mesmo que sob péssimas condições de exploração.
O incentivo ao empreendedorismo, ao faça você mesmo ou ao menos faça sua parte têm ganho espaço na mídia e nas mentes e discursos da população. Há uma necessidade extrema de atitudes inovadoras capazes de transformar a realidade local, pensando globalmente, que são caminhos possíveis para os sucessos empresariais, governamentais e, porque não, da sociedade civil.
O aspecto global perpassa todas as iniciativas, ampliando a diversidade de padrões éticos, culturais e organizacionais que devem se relacionar entre si observando princípios comuns para a construção de uma sociedade, abrangente de todas as multidões de Gaia e que seja justa, responsável e plural.
Eis ai o princípio do coletivo – encerrar em si a capacidade de articulação para ação entre todas as multidões, entre todas as vontades e interesses.
A coletividade justa e cooperativa, com foco na solidariedade e na pluralidade de intenções e sonhos, respondendo as necessidades como um todo, integrando os ‘muitos’ presentes de todos os Estados, num só planeta – Gaia.
lterando inúmeras vezes o ângulo de visão e percorrendo os sinuosos caminhos dos conflitos de classes, de poder de compra, de influencia e poder político, da diversidade na intenção e capacidade de produção, faz-se necessária a criatividade para a união de todos na construção do consentimento e confiança no trabalho comunitário, global.
As muitas faces da multidão, onde suas opiniões podem ou não divergir, integram os grupos sociais que são presentes na esfera privada e que, portanto, aquém da esfera dos assuntos comuns. Como se sua existência não alterasse a unidade do Estado, do poder político e decisório.
Estávamos rigidamente divididos, centralizados em eixos de conceitos e compreensões da sociedade onde nossa participação era delimitada em aspectos formais de vivência. Como se setores distintos devessem encontrar seu espaço em um plano x e y de possibilidades, definidas juridicamente se aptas a participar ou não do sistema.
Quebrado esses laços int
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