Fique com o Lucro
Parece que as algumas empresas não conhecem ou se esquecem de alguns princípios básicos que mantém um negócio lucrativo e com saldo positivo de caixa.
Há casos em que o empresário se arroja em projetos mal delineados e medidos ou num certo momento as operações por vários motivos param de caminhar bem gerando prejuízos econômicos, déficits de caixa, dificuldades estratégicas, gerenciais e operacionais.
Nessas ocasiões providências emergenciais são adotadas, caça aos culpados, demissões, cortes de gastos, estagnação e retrocessos.
Isto causa um impacto emocional e físico sensível na vida do empresário, dos seus colaboradores e até da comunidade em alguns casos.
Muitas dessas essas empresas acabam trocando de mãos ou fechando e com perdas significativas.
As empresas sofrem os efeitos das oportunidades e ameaças externas e das forças e fraquezas internas, esse binômio é uma constante, que tem que ser acompanhado rotineiramente pelo empresário e por seus colaboradores a fim de fornecer subsídios para a gestão do negócio.
Além dos efeitos da concorrência global, as políticas governamentais afetam os negócios em todas as esferas, inclusive pela disponibilidade e custo do capital de giro e para investimento.
Além dos aspectos antes mencionados a evolução tecnológica tem alterado substancialmente as estratégias e as formas de operar as empresas e não é um processo simples para ser acompanhado e o investimento na atualização técnica e cultural do time de colaboradores se faz necessária, sob o risco do time ficar obsoleto se não for feito.
Então como sobreviver e evoluir positivamente num cenário tão instável e mutante como o que nos defrontamos e que continuaremos a encontrar.
O planejamento estratégico é a ferramenta que utilizamos para definir os objetivos que desejamos e para desenhar o mapa pelo qual vamos caminhar.
Através dele são pensados todos os recursos que necessitaremos para cumprir todas as fases do projeto, envolvendo pessoas, recursos materiais, financeiros, tecnológicos, mercados, prazos, facilidades e dificuldades e como solucionar todas as questões para previamente cada colaborador saber qual sua missão.
Outra questão fundamental é a necessidade da evolução da visão de gerenciamento para a ação de liderança, que apresentam distintas formas de atuação e resultados completamente diferentes, mas isto é assunto para outros artigos.
A questão básica aqui é o controle dos resultados econômicos e financeiros, balizados por uma boa base orçamentária, sempre pensando num orçamento base zero, com preços e custos formados à Reposição ajustados a valor presente e com um sistema de margens de contribuição que levem à clara visão de quanto cada processo consome dos valores obtidos com os preços de venda.
Ainda, evitando o rateio de gastos nos produtos, porque isso pode levar a conclusões errôneas sobre o que cada um pode gerar de ganhos reais.
Todos os responsáveis pelos resultados sejam eles decorrentes de processos ou econômicos e financeiros devem participar e se comprometer a construir um futuro seguro para a companhia.
Um bom sistema de informações gerenciais gera segurança para a tomada de ações iniciais e corretivas e servem como termômetro e bussola para o empresário poder dirigir seu negócio rumo à rentabilidade e aos saldos positivos de caixa.