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Publicado: Domingo, 14 de dezembro de 2008

Enquanto isso, na "Terra do Tio Sam...

Olá querido leitor! Este é o primeiro texto, em uma coluna que quer fazer um panorama das principais coisas que acontecem no mundo, e o que é melhor: voltado para brasileiro! Tudo o que acontece no mundo tem impacto para o Brasil, mas muitas vezes não ficamos sabendo. Este é uma forma dos brasileiros terem um pouco mais de acesso aos fatos internacionais e sua repercussão na nossa realidade.
Começo quase em clima de retrospectiva, mas abordando fatos de 2008 que impactarão em 2009. Isso porque o ano de 2008 significou um marco, apresentando grandes mudanças no cenário internacional. Constituiu, com as Olimpíadas, um demonstrativo do poder da China. Para o Brasil, expressou o reconhecimento internacional da liderança brasileira, especialmente relacionada à crise financeira internacional, com o país liderando o grupo de nações que se reuniram nos EUA para buscar conjuntamente uma solução. Mas, acima de tudo, simbolizou, não só para os EUA mas para o mundo, o final de uma era: a Era Bush.
Aqui tratarei da nomeação de Clinton como Secretária de Estado dos EUA, o equivalente ao cargo de Ministro das Relações Exteriores no Brasil. A nomeação da Senadora causou, como esperado, repercussões ao redor do mundo. A grande preocupação é em relação ao Oriente Médio, pois, enquanto senadora e enquanto pré-candidata à presidência, apresentou-se favorável à controversa política externa do governo Bush. Mas, seguindo a tendência internacional de que “qualquer coisa é melhor que Bush”, a expectativa internacional é positiva, muitos crendo até mesmo que Clinton agirá fortemente em favor da pacificação do Oriente Médio.
Já o Brasil aparece como um dos países em que Obama dará ênfase em sua política externa, e pode se beneficiar de uma possível reforma da ONU, também considerada pelo presidente eleito. A América Latina em geral, possivelmente, não figurará entre as prioridades da política externa americana, exceto para as questões referentes à imigração e narcotráfico, não significando mudança considerável. A grande vantagem é que o Brasil terá apenas que disputar com a Venezuela a liderança da região, que não terá os EUA para ofuscar as ações.
A nomeação de Clinton como Secretária de Estado norte-americana pode representar para o Brasil um trampolim no cenário internacional. A atenção voltada para a reforma da ONU e a omissão quanto ao restante do continente permitirão ao Brasil fortalecer-se política e economicamente, quem sabe até como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU. Que venham as negociações.
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