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Publicado: Terça-feira, 8 de janeiro de 2008

É bom

É bom

Ao Rio, para quem se empenha em conhecer as belezas do Brasil, é preciso retornar de quando em vez. Com esse fim, tirou-se um naco de sete dias, de 3 a 9, logo no abrir deste 2008 que há de ser bom a todo mundo. Afinal, somos amados de Deus. Com tais retornos, chega-se um dia a não se fazer necessário rever obrigatoriamente as atrações clássicas da cidade maravilhosa, bem assim o Corcovado, Pão de Açúcar, Lagoa e outras que tais. Sobra tempo então para se percorrer a pé, por exemplo, toda a extensão de Copacabana e Ipanema, tanto, no calçadão, como também nas ruas e travessas interiores.

 

Na Avenida Nossa Senhora e na Barata Ribeiro, autêntico shopping sem teto - e dos mais refinados em seus artigos para todos os fins - nelas se percebe uma ponderável população de homens e mulheres em idade provecta e abastados, numa confortável vida de classe média. Tudo tão à mão. Carinhos elétricos, um meio de locomoção, ali. Calçadas largas e com o meio devidamente rebaixado em todas as esquinas, algo impensável em Itu, cujo centro tem não mais que uma trilha, em que dois carrinhos nem poderiam se cruzar. Talvez nem passar, ao menos na quadra entre o Carmo e a Sete, com postes plantados no passeio.

 

Para o visitante eventual, o Rio concede outra vantagem. O ar, a descontração, o sol, as pessoas à vontade, tudo isso implica em que só existam fins-de-semana. Todos os dias assumem ares de sábados ou domingos. Semanas de dois dias.

 

Outro detalhe, quem sabe ainda não suficientemente percebido, é a facilidade trazida pelo metrô, que parecia de difícil implantação pelos desníveis do Rio de Janeiro e hoje com linhas de longo alcance a pontos importantes.

 

Sirva-se de três das estações, Cinelândia, Carioca e Uruguaiana, para se situar bem próximo de uma série infinda de curiosidades e atrações. As catedrais, a antiga e a nova, o Centro Cultural do Banco do Brasil, a  Confeitaria Colombo, o Clube Naval com um ótimo restaurante, Academia Brasileira de Letras e os próprios cinemas, um descanso que cai bem em meio a tanta andança. Nesse bloco do centro do Rio, pois, as senhoras e senhoritas podem se deleitar com a 25 de Março dos cariocas, o famoso pólo comercial conhecido como Seara.

 

Se lhe agradam práticas radicais, tome um táxi na rodoviária ou Galeão e peça para ser levado à Zona Sul. Não fale que tem pressa, porque o normal dos táxis é mesmo simplesmente voar. Nas curvas, se preciso, feche os olhos.

 

O instante desta redação é a manhã de domingo, 6. Novidades virão até o dia 9 e muito provavelmente seja necessária uma segunda crônica.

 

E da violência, não se vai comentar nada? Isto certamente lhe ocorre agora. Sim, cuide-se de não ficar só em nenhuma situação nas ruas nem ouse descer por passarelas subterrâneas a não com ser em horas de muita movimentação de pessoas. Mesmo assim, de olhos bem abertos. No mais, reze.

 

Balas perdidas, a mídia mostrou, só acertaram três, em pleno Reveillon, uma fatal.

 

O Rio é o Rio. Do jeito dele.

 

E continua lindo.

 

Vá lá.

 

Com um pouco de sorte e cuidado, é bom.
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