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Publicado: Terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dois sonhos

Tudo que seja natural e consequente – quanto mais o óbvio – e de proveito geral, merece cultivo, atenção e às vezes algum arrojo.

Neste sentido, dois pólos seriam lembrados, nestes tempos da Itu aniversariante.

O primeiro: transitou por aí a feliz ideia de reconstituição do Jazigo do Carmo, como a inserir a iniciativa nos festejos do quarto centenário da fundação de Itu. Não houve como.

Demandaria providências mil, incluída a do CONDEPHAT, além de recursos.

Seria um memorial para o qual viriam transportados os restos mortais de nomes históricos na vida da cidade, daqueles pelo menos com tumba no cemitério municipal. Mesmo para nomes não eventualmente transportados, todos teriam sua efígie num marco, com o que haveriam de ser homenageados quantos personagens o mereçam. E são muitos.

Esse projeto não vingou.

Isso não significa que a tentativa deva ser morta e enterrada também.

Passados os primeiros meses de comemorações e oxalá se saiba estendê-las por todo o ano de 2010, mesmo assim é preciso voltar à carga e cuidar desse assunto. Dependem os intentos também dos contatos e aquiescência da Ordem Carmelita, ela mesma impregnada de história construída nesta Itu, eis que se posiciona na parte mais central da cidade.  Nisso tudo, bem de ver também, implica poderosamente a chamada vontade política.

Quando todas as forças da comunidade, aliadas ao poder público, pretendem alcançar um feito, não há entrave que os desanime e impeça os trabalhos.

A cidade de Salto, aí do lado, deu mostras e exemplos de como a conjugação de intenções, sem divisão nem ciumeira, consegue remodelar locais, construir parques, erigir monumentos.

A crônica é breve e tem por condão, exclusivamente, tentar colaborar para que não caia em esquecimento a criação do Panteão dos Ituanos Ilustres.

Um outro pólo de atenção está voltado ao monumento que consagra Regente Feijó, afixado numa das laterais do jardim interno, sem acesso ao povo e fronteiriço ao prédio do Instituto que tem o seu nome, na rua dos Andradas.

Afora o disparate ouvido algures de que praças e jardins se destinam a áreas de passeio e não de acomodação a monumentos, aquela estátua, monumental, seria muito mais apreciada e vista, se levada ao logradouro da mesma denominação, conquanto mais conhecido como Largo do Patrocínio. Justamente, a praça Regente Feijó. 

Não obstante os argumentos e a ciosa estima dos dirigentes e amigos da tradicional casa de ensino de Itu, que agasalha o referido monumento, esse objetivo poderia ser alcançado e, com isso, ganharia em amplitude o cultivo da imagem e herança do notável Regente Feijó.

Dois assuntos pertinentes, para cuja consecução todo esforço será bem recebido.

A cultura e a cidadania assim esperam.

Haveria alguma dúvida de que esses dois planos, tempestivamente realizados, não se juntariam vantajosamente às festas dos quatrocentos anos de Itu? 

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