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Publicado: Quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Convênio de Saúde para curar gripe

Convênio de Saúde para curar gripe

... ou seria melhor dizer “INSS” particular?

Conforme muitos apelos publicitários, quem preza sua família na alegria e saúde, deve também se garantir para que seus entes mais queridos, além de si mesmo, sejam atendidos com competência, conforto, respeito etc.   Entretanto, quero alertar a todos para que tomem muito cuidado para não comprarem “gato por lebre” e só se darem conta caso infelizmente tenham algo mais sério do que uma simples “gripe” ou qualquer outra doença bastante simples e corriqueira. 

Estou me referindo a um Convênio de Saúde particular, bastante conhecido e que atende especialmente nas cidades de Itu e Salto.  Obviamente, não posso e não devo citar o nome, mas estou certa de que o leitor sabe muito bem do que estou falando – e de quem!  Aliás, digo isso justamente por ter ficado sabendo que a lista de reclamações e/ou denúncias como as minhas já está enorme, batendo recordes até!

Há algum tempo atrás, tive uma doença rara e muito séria, chamada “Síndrome de Guillain Barré” e não recebi sequer um analgésico da médica (de Salto, neurologista) ou qualquer tipo de providência urgente que o meu caso requeria.  Ela limitou-se a fazer o pedido de um exame básico, mas em meio a deboche e sem nenhuma observação de “urgência”.   Fui dispensada do consultório com dores horríveis e engasgando muito.  Para os leigos, o portador dessa doença corre risco de vida!  Tão sério era o caso, que fui internada na semi-UTI, no mesmo dia daquilo que a “doutora” chama de “consulta” - em um Hospital do SUS em São Paulo (melhor dizendo, Itaquera).

Minha sorte foi ter sido atendida por uma médica neurologista do Hospital Santa Marcelina, em Itaquera.  Cheguei lá já praticamente sem poder andar, com a dor cada vez mais aguda, sem forças nos braços e mãos.  Ela me examinou – acreditem, ainda há médicos que sabem dar diagnóstico mesmo antes dos resultados dos exames – e me internou na hora!  Conseguiu autorização do SUS para liberar o remédio que eu necessitava e que é absurdamente caro (imunoglobulina humana), fez punção na espinha e todos os outros exames.  Detalhe:  lembram que eu disse que engasgava muito ao sair do consultório da “médica” do Convênio?  Pois bem, essa doença ataca os nervos do organismo e paralisa!  Minha língua, garganta, já estavam paralisando e por isso eu engasgava – pasmem! A médica de São Paulo, do SUS, sabia disso!  Aí estava o risco de vida:  caso paralise o diafragma, o pulmão simplesmente para!  Mesmo assim, um dia após a internação, o lado esquerdo do meu rosto estava totalmente paralisado, entre outros membros.

Permaneci internada por uma semana no SUS de Itaquera, com todos os inconvenientes e gastos que vocês podem imaginar.  Me recuperei, voltei a vida normal e me dirigi a administração do tal Convênio (aquele bastante eficiente em caso de gripe).   Até hoje, mais de 6 meses depois, a médica ainda não se retratou.  Muito pelo contrário.  Reafirma o seu diagnóstico, que foi... o que foi mesmo?  Ah!  Stress, ou algo parecido.  Os responsáveis pelo Convênio?  Retratação, indenização, vergonha?  Pedidos de desculpas?  O que é mesmo isso?

Até tentei apelar por meios legais, mas quem é que ganha neste país de impunidades?  Basta ignorar...  e “eles” ignoram!

Justiça seja feita:  em quase dez anos de plano de saúde, já tive (e tenho) médicos muito competentes que (não sei como e nem porque) pertencem ao mesmo grupo.

Eu já havia me conformado em “deixar prá lá”, mas aconteceu novamente e com a minha filha, que vinha sendo tratada de tendinites ou dores localizadas – por um ortopedista (desta vez em Itu) até simpático, mas incompetente também – obviamente, do mesmo Convênio.  Diagnóstico para ela, após meses e meses de dores e sofrimento, imobilizações, analgésicos, etc?  Artrite Reumatóide!  Seríssimo e desta vez doença “não rara”.  De onde vem o diagnóstico acertado e posterior tratamento?  De São Paulo novamente!  O segredo?  temos um “Doutor House” na família, que tem salvo nossas vidas.  Caso não tivéssemos, como seria?  Como é com você, que também comprou e paga mensalmente pelo tal plano de saúde?

Eles não se retratam, nada acontece, não nos indenizam, não tem respeito pelo ser humano, muito menos competência.  Nós não ganhamos deles em âmbitos legais, são leões, mas temos ainda órgãos de imprensa sérios que nos permitem o espaço para denunciar.  Faça isso também. Não se cale!

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