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Publicado: Segunda-feira, 21 de outubro de 2002

Blá, Blá, Blá de criança!

Senta na cabana aqui em cima da árvore...
   Vamos inventar histórias, olhar o céu, querer ser Hobbin Hood...
   Desenhar, imaginar, inventar, dar muita, mas muita risada mesmo...
   Só vale fazer o que se tem vontade.
   E não fazer o que não se tem!
   Aqui não há quem grite:
   - CHEGA DE FALAR AGORA!!!!
   A senha de conexão é:
   - Falemos todos juntos, muito alto; há beleza na bagunça! E a nossa bagunça é organizada, do nosso jeito!!
   Falemos de Beleza, de Amor, de Verdade... Retornemos à Filosofia da criança...
   
   Esta página em branco é para quem é criança ou tem coisa de criança para falar! Nada do que é considerado extremamente sério será dito por aqui não... Só aquilo que nos fizer sentido de verdade... Como se participássemos de um clube secreto!
   
   Eu sou a Tia Ju, Juliana...!
   Agradecendo com todo carinho ao convite da Déborah que trabalha muito originalmente com este presente de site para a nossa cidade, vou começar tal espaço tendo dentro de mim muitas imagens, sons e abraços; por isso, não o inicio sozinha: o faço com todas as crianças que conheço e que participam da minha vida. À elas, cada pedacinho do que faço!
   Pois bem:
   
   "Era uma vez... uma página em branco, prontinha para ser preenchida!
   Eu perguntei:
   - Com o que; oras bolas! Minha nossa, carambolas! Com o que???
   Eu respondi:
   - Ah... Com aquilo que for legal, muito legal mesmo, ultra legal!
   Estava acabado o problema. Agora, só faltava pensar no que seria muito legal...
   
   1o Parênteses necessário....:
   (Geralmente, quando as professoras pedem para as crianças comentarem sobre alguma coisa, estas últimas são bem sinceras: se gostam, dizem: "Puxa, que legal!!!"; se não, dizem "MUUUUUUUUito chato!". São modos simples de dizerem as coisas - e muito verdadeiros. As professoras dizem que não há fundamento nessa palavra: "LEGAL" e que, na língua culta, ela não pode ser usada!... Mas a verdade é que é muito difícil um adulto se lembrar do que cabe num "LEGAL" de criança... Por isso que ele não entende; e ainda acusa a simplicidade da criança de errada!!!)
   
   Bem, quero que esta página em branco seja o espaço destas coisas "muito legais", que as palavras não alcançam, porque só o coração da gente sabe do que falamos...
   Ah, sim: cheguei à conclusão que falar de "coisa LEGAL" pra mim é falar de criança...
   Alma de criança...
   Escrevi este texto que segue para meus alunos; acho que, como todo mundo, ouvi neste início de Outubro, muita coisa sobre o tal do DIA DAS CRIANÇAS... Foi sobre isso que escrevi a eles.
   E, se há uma alma de criança por aí, foi a ela que escrevi também!
   Escrevo para não me esquecer do que acredito.
   Tenho muita vontade que você queira ler, nem que seja para depois fazer a clássica cara de quem comeu e não gostou! Seria muito legal!!!
   Risos...
   Nossos encontros secretos acontecerão quando tivermos temas mais que secretos para falar...
   
   2o Parênteses necessário:
   (Entendo por tema secreto... qualquer tema! O que faz um tema ser secreto não é o tema em sim, é a sua qualidade de "ser secreto"... E secreto tem a ver com o jeito que lidamos com o tema. JEI-TO!!! Guarde esta palavra! Tenho muitos desses temas secretos; talvez cerca de um mil trezentos e quarenta e nove, pelo que pude pensar agora... Se você tiver mais do que eu, poderemos somá-los e fazer uma ultra-coleção dos temas mais secretos do mundo e ganharíamos dos que participam do Clube dos sem-temas secretos, que só sabem falar das mesmas e mesmas coisas... Eles devem ter cerca de duzentos e setenta e um temas não-secretos apenas! Urgente é que você me mande secretamente os temas que invadem seu pensamento ou coração. Aja sigilosamente...!)
   
   Obs: Comunhão é celebração de uma "comum união"! Tomara que eu estabeleça "comunhão" de alma com novos amigos que tenham o mesmo jeito de pensar e sentir que o meu. Falar assim, do que há de mais meu, dá certo medo: de não ser compreendida, de receber dedo em riste de outros... Mas é na esperança da existência do outro tipo de "outros" - que gostem de ouvir e partilhar as mesmas coisas em que acredito - que vou escrevendo... para não me esquecer delas, enfim...
   
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