2011, o novo 2009
Vettel fechou a primeira metade do campeonato mundial de Fórmula 1 com 6 vitórias em 10 provas. Quando não venceu, terminou em segundo lugar (três ocasiões) e, meu Deus, que tragédia, em quarto lugar (a corrida em Silverstone).
O alemão repete na temporada 2011 a espetacular arrancada de Jenson Button em 2009. Muitas vitórias, regularidade e a chegada das férias com confortável vantagem. Quem pode reverter isso, afinal?
Em 2009, o próprio Vettel tentou. Button apenas administrou a situação. Para 2011, Alonso e Hamilton são os nomes. O primeiro, porque é o melhor piloto da categoria. O segundo, pela ousadia e a evolução da Mc Laren.
Nas últimas quatro etapas, Alonso iniciou uma recuperação. Foi o maior pontuador. A vitória somada a dois segundos lugares e um terceiro lugar rendeu 3 tentos a mais que Vettel. Prejudicado pelos primeiros meses de F 150th Italia, Alonso descontou esses 3 pontinhos em cima de outros 92. Está, portanto, 89 atrás.
Hamilton está um pouco menos azarado. Um pouco, mesmo. Sua desvantagem é de 88 pontos, prarticamente a mesma de Alonso. Poderia ser menos. Não porque a Mc Laren errou em seu planejamento - o carro só foi efetivamente ruim em Valencia e Silverstone -, mas porque o inglês está absurdamente descontrolado. O cavalo de pau que fez Paul Di Resta visitar o pasto de Hungaroring é só uma prova do momento Nigel Mansel o qual vitima o queridinho de Ron Dennis.
O campeonato pode não mudar de mãos, mas as próximas provas tendem a ser ainda melhores.
Bruno Senna
O piloto brasileiro deu algumas voltas com o carro da Renault. A crise entre a cúpula da equipe e o alemão Nick Heidfeld, uma das eternas promessas dos anos 2000, abriu, na cabeça de alguns jornalistas, a possibilidade de testemunharmos Bruno em uma equipe de qualidade. Se você torce por Bruno Senna, sugiro mais calma. Ele fará testes, mas a vaga de Heidfeld pertence ao francês Roman Grosjean, líder da GP2.