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Publicado: Sábado, 14 de setembro de 2013

200 chimpanzés sem destino

Crédito: Chimp Haven/ NEAVS 200 chimpanzés sem destino
Sara

Aqueles que semanas atrás pensaram que a luta para cessar a tortura de chimpanzés em laboratórios Norte-Americanos estava prestes a terminar, se enganaram. O anúncio feito pelo NIH - Instituto Nacional de Saúde de Norte-Americano - que estava destinando os chimpanzés dos quais era proprietário para um Santuário Federal, aposentando-os, só reservando 50 para uso emergencial, escondia, como sempre quando os governos falam em meias línguas, a verdade.

O Centro de Pesquisa de Nova Ibéria (NIRC) em Louisiana, que é um centro de reprodução e tortura médica de chimpanzés e outros primatas, aposentou 110 chimpanzés por ordem do NIH. Cinquenta já foram para o Santuário Federal de Chimp Haven (CH) na própria Luisiana e 60 aguardam alguns meses até que as novas construções terminem neste Santuário para serem libertados de seus opressores.

Porém, aqui não termina a história, no centro de tortura de Nova Ibéria ainda ficaram 200 outros chimpanzés, que foram torturados no passado, durante anos a fio, porém, hoje não têm mais utilidade, mas não pertencem ao Governo Federal, são de donos privados e para estes infelizes até agora não existe nem aposentadoria, nem compaixão, nem destino.

O Centro de Tortura de Nova Ibéria insiste em mantê-los, não importa que não os use, já que recebe aproximados 56 dólares de diária por cada um deles para mantê-los lá por toda vida. Por ano, o Centro de Nova Ibéria recebe mais de 4 milhões de dólares e não quer perder essa "bolada".

O dramático de tudo isto é que o Centro de Nova Ibéria pertence a Universidade de Louisiana, um centro de saber, porém, dominado pelo dinheiro que lhe tem produzido centenas de chimpanzés e outros primatas durante anos de exploração.

A Universidade de Luisiana não é a única, outras universidades Norte-Americanas, classificadas como os maiores centros de conhecimento do mundo, também praticam a mesma forma de arrecadar recursos, explorando primatas infelizes. A Universidade de Emory tem um centro de pesquisa de primatas há mais de 50 anos e a Universidade do Texas, em Bastrop, também tem centenas de chimpanzés e macacos rhesus que lhe rendem polpudas receitas.

O Projeto GAP denuncia mundialmente que ainda está longe de terminar a angústia, dor, tortura e destruição de centenas de vidas de chimpanzés na América do Norte, que tem se convertido numa fonte inesgotável de lucros para universidades que deveriam defender a vida e a compaixão para com seus irmãos evolutivos e ainda insistem em ser seus carrascos.

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