Entrevista com o intercambista Rodolfo Cardoso
Camila BertolazziItu.com.br - Quando você decidiu que iria fazer intercâmbio e por quê?
Rodolfo Cardoso: Na verdade o intercâmbio sempre esteve nos meus planos, porém faltava coragem para largar tudo por um determinado tempo e encarar uma cultura e uma língua diferente. Talvez a única forma de conseguir uma boa fluência no inglês é morando fora, por este motivo e também porque quero fazer a minha pós no exterior.
Itu.com.br - Como está sendo a preparação para a viagem?
RC: Estou em contagem regressiva já, quanto mais perto da data, mais ansioso e empolgado. Com relação a mala, vou levar o mínimo de coisas possíveis, já que as roupas daqui não são compatíveis com o frio de lá.
Itu.com.br - Como foi a escolha do país, do curso e da data?
RC: Sempre tive em mente o continente europeu; fiquei em dúvida entre dois países: Irlanda e Inglaterra. Acabei optando pela Irlanda que ao meu ver foi o que me ofereceu o melhor custo/benefício. Antes de fechar com a escola, fiz uma pesquisa se a mesma era reconhecida pelos órgãos competentes do país, o que é de grande importância e consegui alguns contatos de pessoas que já estudaram na escola para ouvir a opinião delas. Para escolher a data, fiz uma programação antes sair do país, afinal existe toda uma burocracia que tem que ser seguida a risca para não ter problemas com visto e legalidade. Me programei 6 meses antes, tempo suficiente para correr atrás de toda a documentação, tradução de diploma, passaporte, etc.
Itu.com.br - Quais são as suas expectativas para morar em outro país?
RC: Como todos que farão intercâmbio, sempre as melhores possíveis. Explorar ao máximo o país, a cultura e aproveitar e viajar pela Europa, visto que as passagens áreas por lá são baratas e tem a possibilidade de utilizar o trem também.
Itu.com.br - Quais são seus medos e receios?
RC: Acho que por enquanto não muitos, talvez o principal seja a crise que a Europa está passando no momento, mas como a princípio vou somente para estudar não vejo muito problemas nisso; mas por outro lado, trabalhar seria ótimo, uma opção a mais para praticar o inglês e também serviria como experiência profissional, afinal tudo é válido.
Itu.com.br – Quais são seus planos de hospedagem?
RC: Fiz a opção por homestay durante um mês. Como não conheço ninguém no país, penso que essa será a melhor forma de obter qualquer tipo de ajuda caso precise, sem falar na parte de conviver diretamente com uma família irlandesa. Espero que isso seja bom. Depois de 1 mês vou dividir apartamento com alguém.
Itu.com.br - Quais foram os seus gastos?
RC: Não são poucos, por isso a necessidade de planejar. Sem falar que é sempre bom ter um suporte aqui no Brasil caso precise, afinal você não sabe se conseguirá emprego ou não. O ideal é ter uma reserva financeira para cobrir todas suas despesas durante a viagem, para evitar dor de cabeça. Somando tudo, passagem, escola, homestay, passaporte, traduções, seguro, translado e taxas, gastei uns R$ 18.000 e reservei mais R$ 20.000 para suporte financeiro no país.