Publicado: Quinta-feira, 26 de abril de 2007
Índice de Desenvolvimento Educacional preocupa
Lilian Sartório
O Brasil tem 30% dos municípios com média igual ou menor a 2 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador criado para orientar o direcionamento de verbas da educação. A informação veio do ministro da Educação, Fernando Haddad, que afirma que a média nacional é 4, e pretende que o País chegue a 6 até 2021.
Para chegar a este patamar, os alunos de 4ª série teriam de passar a ter um conhecimento que hoje equivale ao dos alunos de 8ª. O Ideb, que está em fase final de desenvolvimento, leva em conta avaliações, repetência e evasão escolar.
Apenas uma minoria de cidades (243) conseguiu obter, nas duas etapas (1ª a 4ª séries e 5ª a 8ª séries) do Ensino Fundamental oferecido pelas redes municipais, um Ideb igual ou superior a 5 (a escala vai de zero a dez). Com Ideb inferior a 5, da 1ª a 4ª série foram 4.112 das 4.349 cidades avaliadas -- índice de 94,5%. Na fase da 5ª à 8ª série, o total de municípios com Ideb inferior a 5 foi de 2.453, entre os 2.467 avaliados, taxa de 99,4%.
Nenhuma das capitais brasileiras conseguiu índice superior a 5. Salvador (BA) tem o pior desempenho, com Ideb de 2,8 (na avaliação de 1ª a 4ª séries). Curitiba (PR) lidera a lista, com 4,7, seguida de Belo Horizonte, MG (4,6), e Rio de Janeiro (4,3). São Paulo ocupa a nona posição entre as capitais, com índice de 4,1. O pior Ideb municipal encontrado foi de 0,3 e o melhor, de 6,8.
O Ideb faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e um dos objetivos do projeto é estabelecer metas de avaliação, cobrando resultado das escolas de todo o País.
Fonte: Inep / Folha de São Paulo
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