Entrevista com a estudante do 3º ano do ensino médio, Luciana Maeda
Renan PereiraItu.com.br – A reforma ortográfica da língua portuguesa modificou algo na sua vida de estudante?
Luciana Maeda- Há pouco tempo as normas ortográficas foram alteradas, mas os professores de língua portuguesa ainda não adotaram um método de ensino renovador para os alunos educados pela antiga forma, o que é bem preocupante, já que muitos estão prestes a concluir o ensino médio e prestar vestibulares e concursos. Algumas revistas, periódicos e websites divulgaram as novas regras a fim de manter a população informada, mas isso ainda não é o suficiente, uma vez que ainda há exceções que devem ser esclarecidas.
Itu.com.br - Como estudante, o que mais te confunde nas novas regras?
L.M- Hífens e acentos ainda confundem bastante; além da produção de textos. Na maioria das vezes aplico a nova ortografia, mas deixo a desejar no uso de algumas palavras, uma vez que não tenho pleno conhecimento da nova escrita. Reforço ainda, que muitos professores não estabeleceram um determinado dia ou horário para aplicá-la aos alunos.
Itu.com.br–Você diria que a nova ortografia mais atrapalha do que ajuda os alunos?
L.M- A nova ortografia afeta muitas regras antigas e, além das palavras, o aluno se atrapalha entre tantas regras. É válido lembrar ainda a exclusão do 'trema', isso dificulta o leitor, inclusive, na pronúncia correta de determinadas palavras, que podem ser desconhecidas - ou não - do vocabulário do mesmo. O que fico imaginando é: será que essa mudança realmente ajuda a tornar o nosso idioma universal? Será que essas regras não confundem ainda mais os estrangeiros?
Itu.com.br – E qual seria a solução prática para tornar o ensino das novas regras viável?
L.M- Uma das possíveis soluções é maior disponibilidade de aulas, visando especificamente as novas regras e orientando melhor os alunos para evitar constrangimentos na hora da produção textual.