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Publicado: Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Qual o maior desafio do jornalista?

"O descrédito pelo qual o jornalista vem passando. Para que, de fato, a informação seja tratada como um bem social - e não como uma mercadoria ou como moeda de barganha nas negociações dos mais diversos interesses alheios, a profissão de jornalista precisa ser valorizada e fortalecida". (Ângela Abreu, radialista. Atualmente trabalha da FM90, de Salto)

"O maior desafio hoje em dia, infelizmente, é o jornalista entrar no mercado de trabalho. Inúmeras são as faculdades que oferecem o curso de jornalismo no Brasil, mas essa quantidade nem de longe se equipara ao número de vagas oferecidas pelo mercado. Para conseguir trabalhar em sua área de formação, o jornalista de hoje deve procurar sempre se reciclar, buscar cada vez mais o aprimoramento profissional, ler bastante sobre diversos assuntos, abolir preconceitos e ter força de vontade. Os profissionais bem preparados têm vantagem em relação aos demais".
(Antonio Rafael Júnior éDiretor do Departamento de Comunicação Social da Prefeitura da Estância Turística de Itu)

"Saber chegar ao grande público, num estilo próprio e inconfundível, com pleno domínio do idioma pátrio". (Bernardo Campos, jornalista com extensa colaboração na imprensa local)








"Toda profissão tem seu desafio diário, com certeza, isso não é diferente no jornalismo; mas, felizmente eu ainda não encontrei nenhum grande o suficiente que tenha se tornado insuperável, apenas desafios que tenham acrescentado algo mais para a minha vida profissional e pessoal". (Camila Bertolazzi, estudante de jornalismo pela Universidade de Sorocaba e estagiária do site www.itu.com.br)


“Fazer bom jornalismo no interior, onde o mercado é mais restrito e as empresas de comunicação são mais suscetíveis a relações de dependência econômica, com proximidade perigosa com prefeituras, grupos políticos ou comerciais. É difícil manter a linha. A valorização da profissão também é assunto sério hoje em dia. Há uma irresponsável exploração de mão-de-obra barata e sem formação específica invadindo as redações, sobretudo dos veículos que não têm responsabilidade com o trabalho que realizam. Não sou contra estagiários em empresas de comunicação (acho que todo mundo precisa ter a chance da experiência, desde que convivam com profissionais e tenham a condição de "aprendizes", como prevê a lei e regulamentações do sindicato). Mas sou radicalmente contra dar a um estudante de jornalismo o status de profissional (atribuindo-lhe responsabilidades e cobranças), e continuar a remunerá-los como estagiários. São coisas que simplesmente não combinam. Se o estudante está "pronto" para manejar uma máquina fotográfica, um microfone ou um gravador, e sair na rua para fazer uma pauta, também está preparadíssimo para receber no mínimo o piso da categoria”. (Carla Campos é editora do Jornal Bom Dia Itu)

"Continuar seguindo, mesmo nesse mercado cruel que opta pelo preço e não pela qualidade". (Carolina Padreca, assessora de imprensa do Teatro Montécnica, de Salto)






"Ser parcial e ser imparcial não é uma questão de querer ou não querer. Simplesmente, é impossível ser imparcial. E por que é impossível? Porque antes de alguém ser jornalista, é um ser humano. Todas as experiências que você acumula desde o dia em que você nasceu têm uma influência direta no seu trabalho. A parcialidade não é uma escolha voluntária. Ninguém escolhe fazer uma matéria parcial hoje e uma imparcial amanhã. No jornalismo se trabalha com o conceito de isenção. Um jornalista deve ser o mais isento possível. Mas isso não tem nada a ver com parcialidade. Todo jornalista tem – e deve - suas preferências pessoais e particulares. É próprio do ser humano tomar partido. Agora, o que se deve evitar no exercício da profissão de jornalista é deixar que as preferências pessoais atrapalhem no seu desempenho profissional. Esse é o maior desafio hoje". (Claudiney Bravo, editor da Circuito on Line)

"Unir o comercial e o jornalismo, entendendo que os dois são extremamente importantes, mas que um não deve estar atrelado ao outro. O jornalismo não pode se submeter ao comercial, e o comercial não é nenhum vilão, ele precisa ser contemplado". (Deborah Dubner - escritora e editora do itu.com.br)


O jornalista tem de ser isento. Seus sentimentos pessoais não interessam a ninguém e com isso, nosso desafio é constante. Difícil? Desafiador, talvez. Mas aí está o grande fascínio do escritor e do jornalista. Não existem semanas típicas na vida de um jornalista. Cada edição coloca os rep&oacu
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