Publicado: Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Qual o maior desafio do jornalista?
Deborah Dubner
"O descrédito pelo qual o jornalista vem passando. Para que, de fato, a informação seja tratada como um bem social - e não como uma mercadoria ou como moeda de barganha nas negociações dos mais diversos interesses alheios, a profissão de jornalista precisa ser valorizada e fortalecida". (Ângela Abreu, radialista. Atualmente trabalha da FM90, de Salto)
"O maior desafio hoje em dia, infelizmente, é o jornalista entrar no mercado de trabalho. Inúmeras são as faculdades que oferecem o curso de jornalismo no Brasil, mas essa quantidade nem de longe se equipara ao número de vagas oferecidas pelo mercado. Para conseguir trabalhar em sua área de formação, o jornalista de hoje deve procurar sempre se reciclar, buscar cada vez mais o aprimoramento profissional, ler bastante sobre diversos assuntos, abolir preconceitos e ter força de vontade. Os profissionais bem preparados têm vantagem em relação aos demais".
"Saber chegar ao grande público, num estilo próprio e inconfundível, com pleno domínio do idioma pátrio". (Bernardo Campos, jornalista com extensa colaboração na imprensa local)
"Toda profissão tem seu desafio diário, com certeza, isso não é diferente no jornalismo; mas, felizmente eu ainda não encontrei nenhum grande o suficiente que tenha se tornado insuperável, apenas desafios que tenham acrescentado algo mais para a minha vida profissional e pessoal". (Camila Bertolazzi, estudante de jornalismo pela Universidade de Sorocaba e estagiária do site www.itu.com.br)
“Fazer bom jornalismo no interior, onde o mercado é mais restrito e as empresas de comunicação são mais suscetíveis a relações de dependência econômica, com proximidade perigosa com prefeituras, grupos políticos ou comerciais. É difícil manter a linha. A valorização da profissão também é assunto sério hoje em dia. Há uma irresponsável exploração de mão-de-obra barata e sem formação específica invadindo as redações, sobretudo dos veículos que não têm responsabilidade com o trabalho que realizam. Não sou contra estagiários em empresas de comunicação (acho que todo mundo precisa ter a chance da experiência, desde que convivam com profissionais e tenham a condição de "aprendizes", como prevê a lei e regulamentações do sindicato). Mas sou radicalmente contra dar a um estudante de jornalismo o status de profissional (atribuindo-lhe responsabilidades e cobranças), e continuar a remunerá-los como estagiários. São coisas que simplesmente não combinam. Se o estudante está "pronto" para manejar uma máquina fotográfica, um microfone ou um gravador, e sair na rua para fazer uma pauta, também está preparadíssimo para receber no mínimo o piso da categoria”. (Carla Campos é editora do Jornal Bom Dia Itu)
"Continuar seguindo, mesmo nesse mercado cruel que opta pelo preço e não pela qualidade". (Carolina Padreca, assessora de imprensa do Teatro Montécnica, de Salto)
"Ser parcial e ser imparcial não é uma questão de querer ou não querer. Simplesmente, é impossível ser imparcial. E por que é impossível? Porque antes de alguém ser jornalista, é um ser humano. Todas as experiências que você acumula desde o dia em que você nasceu têm uma influência direta no seu trabalho. A parcialidade não é uma escolha voluntária. Ninguém escolhe fazer uma matéria parcial hoje e uma imparcial amanhã. No jornalismo se trabalha com o conceito de isenção. Um jornalista deve ser o mais isento possível. Mas isso não tem nada a ver com parcialidade. Todo jornalista tem – e deve - suas preferências pessoais e particulares. É próprio do ser humano tomar partido. Agora, o que se deve evitar no exercício da profissão de jornalista é deixar que as preferências pessoais atrapalhem no seu desempenho profissional. Esse é o maior desafio hoje". (Claudiney Bravo, editor da Circuito on Line)
"Unir o comercial e o jornalismo, entendendo que os dois são extremamente importantes, mas que um não deve estar atrelado ao outro. O jornalismo não pode se submeter ao comercial, e o comercial não é nenhum vilão, ele precisa ser contemplado". (Deborah Dubner - escritora e editora do itu.com.br)
O jornalista tem de ser isento. Seus sentimentos pessoais não interessam a ninguém e com isso, nosso desafio é constante. Difícil? Desafiador, talvez. Mas aí está o grande fascínio do escritor e do jornalista. Não existem semanas típicas na vida de um jornalista. Cada edição coloca os rep&oacu
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