29 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Hanseníase
Publicado: Quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 por Camila Bertolazzi
Especialista explica o que é a doença, sintomas e tratamento
Anualmente, o Ministério da Saúde faz do último domingo do mês de janeiro o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase.
De acordo com o Ministério, em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu como estratégia global a detecção precoce de casos e garantia de oferta de tratamento com poliquimioterapia (PQT), que combina três medicamentos antibióticos e é fornecido gratuitamente pelo governo brasileiro.
Ainda assim, existem novos casos da doença e a discriminação também persiste. “A doença tem cura, mas é preciso realizar o diagnóstico corretamente”, afirma a médica dermatologista Christiana Blattner, de Campinas.
A hanseníase é uma infecção causada por um bacilo descoberto em 1873 na Noruega, pelo médico Amaneur Hansen. Diz-se que é uma das doenças mais antigas de que se tem notícia: as referências mais remotas são de 600 anos antes de Cristo.
O preconceito também vem de longe. Por muitos e muitos anos, pessoas acometidas pela doença eram excluídas do convívio social. Derrubar o preconceito e reduzir o número de casos ainda é uma necessidade em países como o Brasil.
“Iniciando rapidamente o tratamento, evitam-se quaisquer sequelas graves, como úlceras e deformidades, especialmente nas mãos e nos pés”, explica Christiana Blattner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são manchas mais claras em qualquer área da pele, com adormecimento na área das manchas que, com o decorrer do tempo, pode atingir as extremidades, levando a amputações espontâneas. Esse adormecimento ocorre pela diminuição da sensação de dor, pois o bacilo acomete os nervos. Essas são as manifestações mais comuns: primeiro, perde-se a sensibilidade térmica e por fim, o paciente perde totalmente a dor.
A transmissão de pessoa para pessoa ocorre pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros). O bacilo causador da doença tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas adoecem. A maioria consegue se defender naturalmente contra o bacilo.
O tratamento, conhecido como poliquimioterapia, combina o uso de três medicamentos antibióticos e é fornecido gratuitamente pelo governo. Logo que a pessoa doente inicia o tratamento, ela deixa de transmitir a doença, por isso não há necessidade de mantê-la isolada, afastada do trabalho ou de suas atividades cotidianas.
- Comentários
Comente!
Twitter #itu

Ranking
Notícias mais lidas
- 1. Brasil reduz em 84% o número de mortes por dengue em 2012
- 2. Campanha de vacinação contra gripe termina sexta-feira
- 3. Ações de prevenção acontecem nos Postos de Saúde no próximo dia 27
Período: últimos 7 dias










