Campinas cria 1,6 mil postos de trabalho em abril
RMC obteve saldo de 5.174 vagas no mesmo mês.
Renan Pereira
Campinas acumulou no mês de abril saldo positivo (diferença entre contratações e demissões) de 1.653 postos de trabalho formal, ou seja, com carteira assinada. No mês foram efetuadas 19.014 admissões e 17.361 desligamentos. Com esse resultado, o oitavo maior para abril desde 2001, o incremento no estoque de vagas formais em relação ao mês anterior foi de 0,4%. No ano a variação no estoque chegou a 1,8% e a cidade voltou a ocupar o 2º posto no ranking estadual da geração de emprego formal, atrás apenas da Capital.
No acumulado do ano, o município conta com saldo de 6.874 vagas, o terceiro maior saldo acumulado no ano também desde 2001, atrás apenas dos anos 2011 e 2008. A comparação é do Observatório do Trabalho do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), vinculado em Campinas à Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, e tem como base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quinta-feira, dia 17 de maio, em Brasília.
O setor que mais contribuiu para o resultado, no município, foi Serviços com 851 vagas, correspondentes a pouco mais da metade do saldo (51,5%). Em seguida ficou o setor de Construção Civil, com 374 vagas, e o Comércio, com 311 postos. A Indústria de Transformação ficou em quarto lugar com 179 vagas.
Os jovens entre 18 e 24 anos representaram 56,1% do volume de contratados e os trabalhadores com ensino médio completo representaram 54,0%. Pouco mais de um terço (36,7%) do saldo foi de trabalhadores empregados em estabelecimentos com até 4 vínculos empregatícios.
Segundo análise da economista Adriana Jungbluth, os dados revelam que mercado de trabalho formal na cidade continua avançando, mas a ritmo lento e a taxas menores que as verificadas no ano anterior. “O saldo acumulado no ano continua menor que o verificado no mesmo período do ano passado. Mas a expectativa é de que o crescimento do emprego comece a acelerar no segundo semestre”, considera a economista.
RMC
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) obteve em abril saldo de 5.174 vagas formais de trabalho, o quinto maior no mês para a região desde 2001. Na RMC foi também o setor de Serviços o que apresentou maior saldo com 1.945 vagas, que correspondem a 69,6% do total. Em seguida veio a Construção Civil, com 915 postos. A Indústria de Transformação ficou em terceiro lugar com 820 vagas (29,3%).
Brasil
De acordo com os dados do Caged, foram criados em todo o país neste mês de abril 216.974 empregos celetistas, equivalentes à expansão de 0,6% no estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior.
O saldo do mês foi o 7º maior resultado da série histórica do CAGED desde 2001. Da mesma forma que no município e na região, o setor de Serviços foi o que apresentou maior saldo no mês na geração de empregos com 38,2%, chegando a 82.875 vagas. A Construção Civil veio em seguida ,com 40.606 vagas e, em terceiro lugar, o Comércio com saldo de 33.704 vagas.