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Projeto "Hortas Escolares" da AIPA é destaque em trabalho de Pós-graduação

Publicado: Quarta-feira, 31 de agosto de 2005

O Projeto "Hortas Escolares sem Agrotóxicos", desenvolvido pela AIPA em Itu, desde 1991, já recebeu diversas vezes distinções de âmbito nacional. Desta vez, o projeto vira foco da monografia que a pesquisadora Luzia Adolfo de Oliveira acaba de defender como trabalho de conclusão de seu Curso.

O Projeto “Hortas Escolares sem Agrotóxicos”, desenvolvido pela Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA) em Itu desde 1991, já recebeu distinções de âmbito nacional, como o Prêmio Crefisul 1994, e a escolha do projeto como uma das cinco referências brasileiras de Educação Ambiental na primeira teleconferência sobre o tema, promovida pelo Ministério da Educação, em 1997.

Desta vez, este projeto foi foco da monografia que a pesquisadora Luzia Adolfo de Oliveira acaba de defender, como trabalho de conclusão de seu Curso de Especialização em Meio Ambiente e Sociedade, da Escola Pós Graduada de Ciências Sociais da Fundação de Sociologia e Política de São Paulo. A resposta positiva, diz ela, foi unânime. Entre os elogios de diretores de escolas, professores, alunos, autoridades entrevistadas ela ouviu que o programa da AIPA nas escolas estimula a observação dos alunos, desenvolvendo a reprodução escrita e gráfica das experiências, que incentivando o enfoque crítico, ale de contribuir para a busca de soluções dos problemas ambientais.

Com o título “Educação Ambiental como tema transversal no ensino: estudo de caso da ONG AIPA em escolas do Município de Itu”, o trabalho teve como base a avaliação histórica da implantação da Educação Ambiental no país, e as principais formas preconizadas hoje para formar cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente. A partir disso, abordou a metodologia teórica e prática desenvolvida pela AIPA.

Além das entrevistas, Luzia de Oliveira visitou as escolas, para avaliar a aplicação prática da metodologia proposta. “É uma experiência prática de ensino de educação ambiental que satisfaz as exigências legais e tem plena aceitação pelas autoridades locais, corpo docente do município e alunos em questão”, escreveu a pesquisadora na conclusão, relatando que o único desafio é tornar permanente o trabalho em todas escolas ituanas.

“Faz parte dos objetivos da AIPA estimular a pesquisa científica. Neste sentido, só o fato do estudo ser realizado, já seria importante. Ficamos surpresos e honrados com as observações e conclusões positivas de Luzia de Oliveira”, comenta Juljan Czapski, presidente da AIPA. Na última segunda-feira, dia 29, a Associação deve levar uma proposta ao prefeito Herculano Junior para estender o projeto destas hortas sem agrotóxicos às escolas municipais, como ocorreu no período de 1991 a 1998, quando a AIPA atendeu simultaneamente dezenas de milhares de crianças das EMEIS e Centros Infantis, com repercussão positiva não só no município, como em todo país.

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