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Pró-Ciclistas lutam pela Mobilidade Sustentável
Publicado: Quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007 por Deborah Dubner
O movimento mundial ocorre também em Itu.
| Deborah Dubner / www.itu.com.br |
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| A Estrada Parque é muito apreciada pelos ciclistas |
Um Sistema Cicloviário no Município de São Paulo contribuirá para o desenvolvimento da mobilidade sustentável. A Lei 14.266, de autoria do vereador Chico Macena (publicada hoje no Diário Oficial), foi sancionada pelo Prefeito, estabelecendo ações e metas que já vêm sendo desenvolvidas e perseguidas pelo grupo Pró-Ciclista. Na prática, isso significa: criação de ciclofaixas e ciclovias; estabelecimento de locais específicos para estacionamento de bicicletas; articulação do transporte por bicicleta com o Sistema Integrado de Transporte de Passageiros; agregar aos terminais de transporte coletivo urbano infra-estrutura apropriada para aguarda de bicicletas; permitir o acesso e transporte do ciclista com sua bicicleta em vagão especial em trens e metrô.
A Prefeitura da cidade de São Paulo, através do grupo Pró-Ciclista, está promovendo o incremento da estrutura para transporte em bicicletas. Foram investidos R$ 700 mil nas melhorias cicloviárias promovidas na cidade no ano passado.
Em São Paulo são realizadas cerca de 130.000 viagens em bicicleta, segundo dados de 2002 da pesquisa origem/destino realizada pelo Metrô, o que corresponde a um aumento de 0,6% em relação à pesquisa anterior. Se considerada como modo de transporte complementar, ou seja, associada a outros modos de transporte, a participação da bicicleta no quadro de viagens diárias tende a aumentar significativamente. A instalação de bicicletários seguros em estações de metrô e trem, em terminais de ônibus e locais com grande fluxo de pessoas vem sendo defendida pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) desde o início de 2005.
A implantação de ciclovias no município de São Paulo é determinada pela lei 10.907, de 18 de dezembro de 1990, e regulamentada pelo Decreto 34.854, de 3 de fevereiro de 1995. Em função destas normas legais, toda vez que for implantada uma nova avenida será preciso incluir nela uma ciclovia.
Segundo relatório do Grupo Pró-Ciclista, as experiências sobre o uso de bicicleta registradas em São Paulo são escassas. Vários órgãos, municipais e estaduais, fizeram suas tentativas sem, no entanto, consolidar uma política de incentivo ao uso da mesma.
A bicicleta em Itu
A cidade de Itu tem tradição no ciclismo, promovendo diversos eventos, como o Passeio Ciclístico que ocorreu em Dezembro/2006, uma viagem de bicicleta de Itu a Caraguatatuba que é feita por um grupo há 14 anos e outros eventos esportivos promovidos pelo ituano Marcio Ravelli, 10 vezes campeão brasileiro na modalidade cross-country. Alguns lugares de Itu são famosos pelas trilhas que oferecem, como a Estrada Parque e o Armazém do Limoeiro, inclusive indicados no Guia de Trilhas para Mountain Bike.
No entanto, isso não quer dizer que haja em Itu a cultura da bicicleta como meio de transporte, nem pela questão da saúde e nem pela preocupação com a preservação ambiental. Embora haja um grupo de pessoas ativamente envolvido na expansão da bicicleta como meio de transporte, é necessário o envolvimento da iniciativa pública e privada, para que as estradas, ruas e espaços comuns sejam adaptados a esse fim, como tem sido feito em São Paulo e outras cidades do Brasil e do mundo.
Como explica Luís Candido Pereira da Silva, colunista do www.itu.com.br e grande defensor da causa, “um sistema cicloviário é o início da implantação de projetos em locais que visam a auto sustentabilidade, pois valoriza o local, dá um ar de progresso e responsabilidade ambiental, incentiva o turismo, o lazer, a prática esportiva, além de beneficiar milhares de pessoas que utilizam o beneficio, seja ele em condomínios ou no sistema viário municipal”. Cando também salienta que em alguns municípios existem leis que impedem a construção de novos loteamentos (abertos ou fechados) que não incluam em seus projetos um sistema cicloviário interno e com acesso para suas saídas e entradas.
A bicicleta no Brasil X na Europa
No Brasil, a bicicleta é usada por grupos sociais diversos, movidos por diferentes objetivos de deslocamento. Pessoas com poder aquisitivo menor costumam usar a magrela para deslocamentos ao trabalho, enquanto o outro extremo utiliza a bicicleta para lazer. O uso deste equipamento como forma regular de transporte para deslocamentos pendulares ao trabalho ou à escola, no entanto, ainda é raro.
Na Inglaterra, a bicicleta foi eleita pelos ingleses como a melhor invenção dos últimos 200 anos, em pesquisa realizada pela BBC de Londres, ficando na frente do computador e da Internet.
Na Europa já existe uma tradição de uso da bicicleta como forma regular de transporte. Em algumas cidades da Holanda, a participação o chega a 48%. Contribuiu para isto a implementação de políticas para priorizar o tráfego não motorizado, incluindo a introdução de redes cicloviárias, estacionamentos seguros para ciclistas, restrição ou cobrança de estacionamentos para automóveis particulares, programas educativos e de direção defensiva e cursos para capacitação de ciclistas. Em cidades onde a presença da bicicleta é significativa, o número de acidentes não é necessariamente mais elevado, já que os motoristas estão mais acostumados à presença do ciclista nas ruas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o uso da bicicleta como alternativa para melhorar a saúde pública. Além dos benefícios físicos – combate ao sedentarismo - incentivar o uso da bicicleta pode reduzir o tráfego urbano e a poluição. A saúde da população nas grandes cidades está sendo afetada pela forma como nos transportamos. A poluição tem aumentado o índice de problemas respiratórios, especialmente entre crianças e idosos. Segundo pesquisas de Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, vive-se em média 1,5 anos a menos em São Paulo, por causa da poluição, do que em cidades menos poluídas.
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