Conexão com Judy McAllister

Publicado: Quinta-feira, 15 de setembro de 2011 por Deborah Dubner

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Idéias, ideais, experiências e atitudes que movem o mundo.

Alan Dubner / itu.com.br
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As árvores de Itu foram abençoadas com a presença de Judy McAllister em junho deste ano

por Deborah Dubner

Judy McAllister se encantou com o Brasil e com sua “tropicalidade”. Por esta razão, tem dedicado grande parte de seus esforços em nossa terra. Em conversas e entrevistas cedidas ao nosso portal, ela mostra como vê e sente o mundo atualmente, ao mesmo tempo em que nos convida a assumir nossa responsabilidade enquanto “guardiões” desse lindo planeta.

Cenário

Certamente estamos fora da pista. Perdemos o nosso respeito pelo mundo natural, pelos ritmos da natureza e não nos damos conta do nosso lugar nele. Viramos uma espécie convencida de nossa superioridade e invencibilidade. Claro que existem muitas coisas maravilhosas acontecendo. Mas infelizmente, a soma total de todas elas é insignificante face aos danos diários que continuamos a infligir.

Não há pílula mágica que vai resolver os problemas que enfrentamos. Este belo planeta precioso em que vivemos está à beira do colapso. Como espécie, temos a capacidade de destruir totalmente o planeta. E parece que nós temos intenção de fazê-lo um lugar muito difícil de viver - não apenas para nós mesmos.

Durante os últimos 300 anos, temos usado mais da terra do que pode ser substituído naturalmente. Nós destruímos ecossistemas inteiros, e isso acelerou o ritmo de extinção de inúmeras espécies de plantas, animais, pássaros e vida marinha. Por um lado, estendemos o nosso tempo de vida e diminuímos as taxas de mortalidade. Por outro lado, a superpopulação é agora um dos maiores assuntos do nosso tempo.

O sistema da Terra – Gaia - não tem como lidar dessa forma. As forças e inteligência da natureza visam restaurar um estado de equilíbrio, mas nossas intervenções ultrapassaram a capacidade do sistema para se auto-regular e restaurar esse equilíbrio de acordo como era antes.

Atitudes

Diariamente vemos novos artigos, livros e programas de TV que nos dão mais notícias ruins sobre o que estamos fazendo para o planeta e suas consequências. Reagimos a essas notícias de duas formas: Negando  (“isso não é verdade, não é realmente tão ruim como dizem, é muito assustador pensar sobre isso não vou olhar ") ou suavizando (“é claro que vamos encontrar soluções, é apenas uma fase que vai passar, a tecnologia nos salvará. O resultado é praticamente o mesmo: inércia, paralisia, indiferença.

As soluções virão de uma síntese de muitas idéias - de pensar "fora da caixa". Creio que temos de entreter novas idéias e adotar algumas novas abordagens. Algumas delas podem até parecer radicais, se analisadas em relação aos padrões do pensamento atual. Mas temos que lembrar que há 150 anos, telefones celulares, televisores e computadores não só eram “pensamento radical” como também eram inimagináveis. Da mesma forma as idéias sobre a vida microscópica sendo a causa de uma doença. Todos os dias eu me pergunto o que será comum daqui a 100 anos.

Cultivando presença

Presença é uma daquelas palavras antigas que está voltando ao uso com uma interpretação totalmente nova. Muitas pessoas estão procurando uma nova compreensão da espiritualidade - uma abordagem mais holística e abrangente para a vida. Presença é uma palavra que engloba muitos dos outros nomes que demos para o "mais" da vida. Um dos meus workshops - “Cultivando Presença”  - é sobre a tentativa de cultivar uma consciência da nossa própria presença e da conexão gerada por essa presença com todas as formas de vida.

Findhorn

A Fundação Findhorn é uma comunidade espiritual no nordeste da Escócia, e em 2012 celebrará o seu 50 º aniversário. Iniciados por Peter e Eileen Caddy e Dorothy Maclean, proporciona atualmente uma diversidade impressionante de atividades e recebe milhares de pessoas por ano, de todas as partes do mundo, para participar de seus programas.

Durante as oficinas, os participantes interagem na vida ativa da comunidade junto com membros da comunidade, formada por pessoas de pelo menos 40 países que vivem e trabalham juntos, incluindo um número significativo de brasileiros. A maioria dos programas são feitos em Inglês, mas há também alguns que acontecem em outras línguas, incluindo Português.

Intuição e diversidade

Visitei Findhorn a primeira vez em 1977. Eu tinha reservado estadia de 2 semanas, mas quando cheguei lá percebi que tinha encontrado "minha casa”.  

De lá pra cá, tenho feito muitos trabalhos diferentes. Fui focalizadora Foundation (Diretor Administrativo) durante 5 anos e membro do Conselho de Curadores por 10 anos. Eu também presidi o conselho de administração comercial da Fundação por vários anos. Ao longo do caminho, tive o privilégio de trabalhar ao lado de todos os três fundadores. Nos últimos 11 anos, tenho trabalhado de perto com uma das fundadoras, Dorothy Maclean. Seu trabalho de se conectar com a inteligência da Natureza é um dos principais temas que tenho desenvolvido.

Mais de 30 anos de vida em uma comunidade espiritual internacional me proporcionou uma oportunidade única de aprender com um número diversificado de pessoas. Viver em uma comunidade comprometida com os princípios comuns a todas as religiões e tradições espirituais tem sido um campo de aprendizagem muito rico. Isso me permite compartilhar uma série de temas, mas todos relacionados às áreas de desenvolvimento pessoal e espiritual.

Futuro

Eu não tenho dúvidas sobre a capacidade dos planetas para restaurar o seu equilíbrio. Mas... se esse novo equilíbrio terá um nicho adequado para nós seres humanos é outra questão. A vida vai continuar, mas provavelmente não será a vida como a conhecemos hoje. A idéia de co-criação, de trabalhar em parceria consciente com os reinos sutis, oferece algumas novas possibilidades. Cultivando Presença é um passo nessa direção.

Acredito que a humanidade está se movendo em um caminho de evolução também. Temos capacidades e recursos que estamos apenas começando a explorar. Há tanta coisa sobre o mundo e sobre a vida que nós ainda não entendemos! Quanto mais aprendemos sobre nós mesmos como criaturas, quanto mais aprendemos sobre a natureza da "realidade", mais percebemos o quanto não sabemos. Há tanta coisa que não percebemos com nossos sentidos - mas isso não significa que essas coisas não existem, só que nós não sabemos como medir ainda. Nosso propósito como seres humanos é nos tornar tudo aquilo que podemos ser, para realizar plenamente todos os potenciais que temos.

LEIA TAMBÉM:  >> Agenda de Judy mcAllister em setembro/outubro (São Paulo e Interior)

Leia mais: www.findhorn.org

Tags: judy mcallister, findhorn, escócia, meio ambiente, preservação, florestas, dia da árvore, atitude

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