Novos dados sobre a situação da Mata Atlântica são divulgados
O alerta fica principalmente para Minas Gerais.
Camila Bertolazzi
A SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentaram os dados atualizados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, relativos ao período de 2010 a 2011. “O alerta fica principalmente para Minas Gerais, o Estado que mais perdeu em termos de floresta neste período”, observa Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica.
A Bahia foi o segundo Estado que mais desmatou, aponta o estudo. No total, foram verificados desflorestamentos de cerca 13.312 hectares (ha). Destes 12.822 ha correspondem à supressão de área de Mata, 435 ha à supressão de restingas e 56 ha à supressão de vegetação de mangue. Também foram apresentados novos dados sobre os municípios.
Segundo Flavio Ponzoni, coordenador técnico do estudo pelo INPE, o monitoramento vem sendo feito cada vez com mais precisão e agilidade. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação, completa: “Neste momento de crise, com o desmonte da legislação brasileira e a alteração do Código, é importante ter informação qualificada sendo gerada periodicamente para dar suporte a políticas públicas”.