Evento em Itu abriu as janelas do Jornalismo 2.0

Publicado: Sexta-feira, 28 de novembro de 2008 por Deborah Dubner

Homenagem, reflexões e atitude colaborativa marcaram o dia.

Valéria Bertolazzi / www.itu.com.br
Foto
Carlos Piazza, Deborah Dubner, Rodrigo Azevedo e Pollyana Ferrari
Cerca de 80 pessoas, entre jornalistas, profissionais de comunicação, empresários, profissionais liberais e estudantes participaram do evento inédito sobre Jornalismo 2.0 em Itu. Veja fotos no flickr!

Em parceria com o portal Jornalistas da Web, o evento foi transmitido em tempo real no twitter do JW e simultaneamente no twitter do Itu.
CARTA DIGITAL DE ITU
 
Dentro da proposta da criação colaborativa, foi lançada no evento a primeira versão da CARTA DIGITAL DE ITU, alinhavando alguns princípios do jornalismo 2.0. Uma segunda versão está sendo preparada com o conteúdo que foi levantado por todos os palestrantes e participantes do evento e será complementada com a participação da comunidade através de fóruns online.

Acompanhe algumas falas dos 17 palestrantes do evento.

PRIMEIRO FÓRUM
 
O primeiro fórum homenageou os 200 anos de Imprensa e contou com a participação deMylton Ottoni (Pré-história da comunicação no Brasil), Anicleide Zequini (o papel do papel nos primórdios da mídia impressa), Olga Sodré (a obra de Nelson Werneck Sodré) e Armênio Guedes, que foi homenageado em nome de todos os jornalistas.
 
A importância do jornalista (conhecido na época como redator) no registro da história foi lembrada pela palestrante Anicleide Zequini: “Graças aos jornalistas é que hoje os historiadores podem pesquisar nesses jornais antigos e reviver toda uma época, reescrevendo a história”, disse a historiadora.
 
Olga Sodré sintetizou algumas passagens da obra de seu pai, Nelson Werneck Sodré, inspirada por calorosas discussões e por seus mais de 60 livros publicados. Olga salientou: “Não adianta a gente aprimorar a tecnologia se a gente fizer um jornalismo superficial, que é apenas a enumeração dos fatos”.
 
Mylton Ottoni explicou sobre os primórdios da comunicação, nascida nos caminhos (Peabirus) criados pelos índios da região, na época em que os europeus chegaram ao Brasil. “Chegou-se à sofisticação de colocar estações para que os mensageiros pudessem pernoitar e passar a mensagem no dia seguinte”, contou Ottoni.
 
Por fim, o homenageado do dia, Armênio Guedes, que ingressou no jornalismo por meio da militância, contou sobre o papel do jornal antes e depois da revolução de 1930. “Os primeiros jornais brasileiros tinham um caráter pedagógico e organizador. Depois da revolução, o jornal se tornou um agitador coletivo, um papel importante na batalha das idéias. Eram muito limitados, mas era o que tínhamos de mais importante, um propagandista das necessidades de mudança”, relembrou Armênio.
 
SEGUNDO FÓRUM
 
O segundo fórum, no qual o Jornalismo 2.0 foi abordado diretamente com exemplos vivos e cases práticos, contou com a presença de Pollyana Ferrari, Rodrigo Azevedo, Deborah Dubner e Carlos Piazza. Velocidade, interatividade e principalmente mudança de atitude foi o tema principal das discussões.
 
“Temos que aprender o que as pessoas falam. Aprender a olhar, compartilhar as informações. O jornalismo 2.0 vai além das gerações e das classes sociais. Na periferia, por exemplo, você encontra adolescentes com pendrive no pescoço, pessoas que compram casquinhas do Mac Donald´s para poder usar a Internet”, afirmou Pollyana Ferrari. A autora de 2 livros sobre o tema alertou: “Jornalistas que entram com nome falso, são da velha guarda. Não existe jornalista 2.0 que não dê a cara para bater!”.
 
Rodrigo Azevedo, criador do Portal Comunique-se, abordou de uma maneira pragmática o jornalismo 2.0: “Esse novo jornalismo começa pelo próprio jornalista 2.0. Há uma mudança de perfil, onde o profissional é multimídia, deve ser capaz de passear por todas as mídias. Se por um lado os empregos estão sendo pulverizados, eu digo que esse é o melhor momento para ser jornalista”, alertou o empresário.
 
Deborah Dubner falou sobre a construção do jornalismo 2.0 de cidadão para cidadão. “O 2.0 não é uma marca apenas para o jornalista. É uma atitude, um jeito de ser. Foi o envolvimento com a cidade e seus potenciais que permitiu ao portal crescer e se desenvolver”, contou. Leia o seu artigo sobre Jornalismo 2.0.
 
O impacto do jornalismo 2.0 dentro das empresas foi o tema abordado pelo comunicador Carlos Piazza, que atualmente é responsável pela comunicação integrada da empresa Light. Piazza contou alguns casos reais onde a nova realidade do jornalismo – viral e veloz - impactou significativamente as ações e decisões da empresa. E alertou: “Tem que ter responsabilidade para fazer esse jornalismo 2.0, para não criar alarmes. É fundamental agir de maneira responsável”.
 
TERCEIRO FÓRUM
 
Tags: webjornalismo, jornalismo 2.0, jornalismo online, carta de itu

Fotos

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