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Publicado: Terça-feira, 13 de agosto de 2019

Ituano Basquete disputa jogo teste contra o Pró-Esporte em Sorocaba

Partida compõe estudo realizado pela Unicamp.

Crédito: Nathane Agostini Ituano Basquete disputa jogo teste contra o Pró-Esporte em Sorocaba
Jogo teste contra o Pró-Esporte em Sorocaba

O Ituano Basquete esteve, no dia 9 de agosto, em Sorocaba para enfrentar a equipe do Pró-Esporte em um jogo teste, com o aro a 2,87m - 18 centímetros mais baixo do que a altura habitual. A partida faz parte de um estudo que está sendo realizado pelo Laboratório de Biomecânica e Instrumentação (Labin), da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp de Limeira.

Antes da partida, que foi vencida pelo Galo por 80 a 46, as atletas de ambas as equipes realizaram arremessos em três posições diferentes, com a tabela na altura padrão de 3,05m; em seguida, todas jogadoras repetiram a série com o aro a 2,87m de altura.

Para a lateral ituana Luana, que mesmo com a alteração do aro acertou diversos arremessos da linha de 3 durante a partida, a experiência foi “confortável”. “No começo, a adaptação exige um pouco de mudança na parábola do arremesso: com o aro mais alto, temos que subir um pouco mais o arremesso; com este tamanho, nem tanto. Nas bandejas foi onde eu senti que devemos dar mais atenção ao controle da força na finalização; acredito que as pivôs sentiram uma diferença maior, pois jogam mais próximas do aro”, analisa a atleta.

A ala Palmira, que tem mais de 25 anos de carreira, jogando sempre com o aro a 3,05m de altura - com exceção das categorias de base - sentiu uma diferença grande, mas disse que é uma questão de tempo para se adaptar.

“A diferença nos arremessos é até você acostumar, leva um certo tempo para você adaptar à distância e a força. No jogo, acho que é mais questão de sentir o jogo, de fluir mesmo. Na hora que a bola vai cair, ela vai cair, independente do aro estar a 3,05m ou a 2,87m. Mas é uma diferença grande, você já está adaptada, com um mecanismo para uma certa distância”, comenta a lateral. “Fica um pouquinho mais longe”, conclui ela.

Tanto os testes dos arremessos quanto o jogo foram gravados por equipamentos dos pesquisadores do Labin, que analisarão os movimentos e técnicas das atletas e o mecanismo do jogo, assim como as estatísticas habitualmente registradas durante uma partida oficial.

O estudo é uma parceria entre a Liga de Basquete Feminino (LBF) e a Unicamp firmada em 2017, denominada LBF Inova. “Quando propusemos investigar a dinâmica do jogo de basquete feminino no Brasil em parceria com a LBF, partimos do objetivo de tornar o espetáculo mais atrativo. Esta investigação tem como objetivo verificar e compreender estas possíveis mudanças”, explicou o professor coordenador do projeto, Luciano Mercadante, à LBF.

O Ituano está se preparando para o Campeonato Paulista, com a estreia marcada para o dia 10 de setembro, às 20h, também contra o Pró-Esporte, em Sorocaba.

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