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Tais de Arruda: Enfermagem e a importância do cuidado humanizado

Publicado: Quinta-feira, 13 de maio de 2010 por Deborah Dubner


Arquivo Pessoal
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"Todos nós sabemos que a pessoa apoiada tem maior possibilidade de cura e/ou melhor, qualidade de sobrevida. Tal mudança de cultura só será alcançada por uma busca honestíssima"

Esta opinião relata a busca do verdadeiro significado do cuidar, a humanização. O cuidado humano é uma característica humana. O cuidar é uma forma de expressão, de relacionamento com o outro ser. Pensando nos elementos do cuidado humano, o amor, a solidariedade, e o respeito, mostramos, que na atitude humana, a forma de cuidar independe da relação que se tem com o ser cuidado. A ação do cuidar tem a idéia de harmonizar as relações humanas e o equilíbrio junto ao meio social e a natureza.

Na Enfermagem através do ensino feito por Florence Nighingale, treinavam-se pessoas para cuidar de pessoas, sendo esta uma característica da Enfermagem. Na ocorrência do processo de cuidar, o enfermeiro precisa utilizar o conhecimento científico e também sua capacidade de observação e percepção, planejando cada etapa do processo, podendo visualizar a necessidade do paciente e compreender suas indagações.

Eu, como enfermeira acredito que o cuidado humanizado é uma forma de expressar o relacionamento com o outro ser, a fim de se obter uma vida plena, não se restringindo apenas em atividades, que proporcionam meios de sobrevivência. Uma expressão de carinho e interesse é característica humana, assim como a comunicação, através da linguagem verbal.

O corpo comunica sentimentos através do olhar, da expressão facial, do conforto pela música, por outros sons, ou por ouvir alguém cantar. A Enfermagem é uma disciplina, que lida com o ser humano, que é um ser em evolução, tem que haver humanização.

Uma pessoa está doente e vai procurar um profissional da saúde com o desejo de que alivie seus sintomas e livre-o de seu sofrimento. Ele deseja ser cuidado. A pessoa traz seus sintomas, suas circunstâncias sócio-econômicas, suas formas de expressão, suas vivências existenciais que fazem dele um ser singular, e não o primeiro ou o sexto ou o décimo da fila.

A pessoa só pode ser vista em seu todo, isto é, em sua história, em seu lugar na família, na sociedade, em seus sentimentos, em sua cultura, em seus medos e em sua clínica.

O profissional da saúde deve receber o paciente humanamente, com calor, identificando-se com sua dor, isto é, compaixão; oferecer-lhe segurança; olhar e permitir ser olhado, ouvir e permitir ser ouvido, sem julgamentos nem agressões. Compaixão aqui, não é ter pena nem dó. É o sentido pleno da palavra: com-paixão.

Todos nós sabemos que a pessoa apoiada tem maior possibilidade de cura e/ou melhor, qualidade de sobrevida. Tal mudança de cultura só será alcançada por uma busca honestíssima. Primeiro, de si mesmo e do entendimento de seus limites e depois do fortalecimento do sentimento fraternal.

A comunicação verbal é as expressões da fala e a fala é a ponte entre o coração e o outro. O modo da fala reflete, também, a relação que ela está construindo com o profissional da saúde: Se for arrogante, submisso, sedutor, isolado, agressivo, defendido ou participativo.
A ansiedade da pessoa, geralmente está em torno de seus sintomas e da gravidade que eles possam ter na reação do profissional a sua pessoa e por fim, nos aspectos práticos de tratamento.

A ansiedade do profissional está em torno de suas habilidades para curá-lo, da reação da pessoa doente frente a ele. "Só o cuidado de um para com o outro humaniza verdadeiramente a existência. E o cuidado é o modo próprio do ser humano" (Leonardo Boff).

O cuidado humano é exercitado, vivido e sentido no interior de cada um. Envolve atos, princípios, valores, ética que devem fazer parte de nosso cotidiano. O valor em si, não depende de grupos sociais, culturais, regiões, épocas históricas, mas quando aplicado a pessoas, ou grupos, tem um enfoque diferente, seria o valor da importância na dinâmica do agir humano. Essa dinâmica expressa a realização do homem através de seus atos.

Os valores constituem um mundo de relações do homem: as coisas e o homem.
Podemos escalar os valores, em diversos aspectos, como os valores: éticos, religiosos, lógicos ou estéticos. A ética se relaciona aos comportamentos, que caracterizam uma cultura, um grupo profissional, e faz uso de valores, direcionando uma profissão, ou uma classe social.

O cuidado ético é fazer com que a ação de cuidar seja moralmente correta. O cuidado natural é uma forma de cuidar que independe da relação que se tem com o ser cuidado.

Nessa escala de valores, não se pode afirmar identidade ao ser colocada como referência, em grupos, pessoas ou épocas diferentes, porém nos deixa claro, que sua função básica frente ao agir humano, é de podemos afirmar que à medida que perdemos os valores perdemos o sentido da vida.

Em determinadas atitudes, quando realizadas sob a dinâmica dos valores, o emocional está acima dos valores. O desafio maior não é só compreender e auxiliar no tratamento, mas buscar desenvolver uma prática humanizada, em que possamos continuamente refletir sobre o sentido de nossas ações, reações e atitudes com os nossos pacientes.

Devemos hoje, considerar também, a falta de reconhecimento pela profissão, a falta de habilidades dos profissionais, que exercem esta profissão por escolha, influenciada por outros, não desempenha um perfil de cuidadores, e passam a não gostar de fazer o que fazem.

É preciso mudar o comportamento destes profissionais. É necessário que nossa categoria seja mais convincente, participativa, e que se mobilize com as circunstâncias, com as necessidades, as situações, melhorando assim, o cuidado.

Poderíamos, através de métodos de educação continuada ou reciclagem, mantê-los em constante interação com o meio do cuidar/cuidado, extraindo elementos, contribuindo e melhorando a identificação de problemas, e solucionando-os, para o crescimento através do conhecimento, gerando assim, mais humanização.

Florence Nighitingale

A Enfermagem nasceu através do ensino feito por Florence Nighitingale: treinava pessoas para cuidar de pessoas. O cuidar é uma característica da enfermagem.
Em 1854, Florence Nighitingale através da guerra da Criméia, conseguiu atingir seu objetivo, com reformas e planejamento nos hospitais de atendimento aos soldados desta guerra. Foi uma mulher decidida, culta e dedicada a sua profissão.

Ela definia a Enfermagem como uma arte e uma ciência, que requer uma educação formal, organizada e cientifica. A arte da enfermagem nightingaliana consiste no cuidar tanto dos seres humanos sadios, como doentes, requerendo assim um conhecimento formal e científico, vocação, elevado padrão moral e de sentimentos, bem como o dese

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