Música e danças animaram o mês da Consciência Negra em Itu

Publicado: Terça-feira, 30 de novembro de 2010 por Jéssica Ferrari

Eventos demonstraram a cultura do povo afro-brasileiro.

Jéssica Ferrari / www.itu.com.br
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Livro que conta história do povo afro-brasileiro foi distribuído aos visitantes

Por Jéssica Ferrari

O Brasil comemora o Dia da Consciência Negra no dia 20 de novembro, data que faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, um personagem histórico que representa a luta do negro contra a escravidão. E como não podia ser diferente, a quatrocentona cidade de Itu também tem muitos motivos para celebrar a data. “A população negra teve e ainda mantém uma grande importância na construção e na economia do município. Eles ajudaram a alavancar a produção de cana de açúcar e do café”, explica Fátima do Carmo, presidente da União Negra Ituana (UNEI).

A UNEI, entidade que nasceu em 1993, vem disseminando a memória negra na cidade através de eventos que demonstram a cultura e elevam a dignidade do povo afro-brasileiro. E para que os ituanos pudessem refletir sobre o tema, no mês de novembro, a UNEI preparou uma programação especial que envolveu música e danças, numa demonstração da alegria e força desse povo batalhador.

Entre os dias 14 e 28 de novembro, Itu teve a III Feira Afro com Work Shop da Escola de Samba Vila Maria, que teve a participação dos Presidentes das Escolas de Samba da cidade, como também outras atrações (dança afro, dança contemporânea, tambores, capoeira, jongo, artesanato) ao público presente.

“Nós da UNEI conseguimos mostrar à população local, artes negras desconhecidas de nossa cidade. A cada final de apresentação, todos os artistas receberam muitos aplausos”, diz Fátima.

Durante o evento o livro “Memória Afro-Brasileira em Itu” foi distribuído aos visitantes. Segundo Fátima, a obra teve o objetivo de retratar a história do negro contado por ele mesmo, “para que se tenha referência de outras importâncias dos negros em Itu, e que a nossa população (crianças, jovens e adultos), eleve sua auto-estima e deixe de se referir ao negro como escravo”, finaliza.

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