Cultura

Publicado: Sábado, 28 de janeiro de 2012

Ituanos que fizeram história!

Por Camila Bertolazzi
 
É grande o número de ituanos ilustres que marcam as páginas da história brasileira. No entanto, entre todas as personalidades que nasceram em Itu, nossa equipe selecionou nove e pesquisou a fundo sobre suas vidas e obras, e os reais benefícios que cada um trouxe. Principalmente na segunda metade do século XIX, nossa cidade viveu intensamente e teve a honra de “produzir” grandes personagens. Saiba quem são!
 
O ituano Almeida Júnior foi um dos mais importantes pintores brasileiros do século XIX. Sua produção representa e retrata parte significativa do conjunto cultural paulista. Segundo a Mestre em Artes, Paula Giovana Lopes Andrietta Frias, quando se trata de avaliar as contribuições da produção de Almeida Júnior para a arte brasileira, fica claro que o artista conseguiu trazer uma nova discussão para a pintura brasileira ao tratar os temas regionalistas em suas obras. Dentre as questões que permeiam esta discussão, a inserção do ambiente “caipira” nos assuntos artísticos do século XIX é um dos pontos fortes. “Somente alguém que conhecia de perto a realidade que retratava poderia fazê-lo com tanta qualidade”.
Na histórica e notável família Paula Souza destacam-se alguns varões que prestaram relevantes serviços ao país. Entre seus membros, o patriarca Francisco de Paula Souza e Mello, presente em importantes momentos da história do Brasil. Outro integrante da família de real importância é Antonio Francisco de Paula Souza, neto de Francisco. 
 
A história do ituano Antonio Francisco de Paula Souza não se limita somente à história de Itu; ele obteve destaque em vários ramos, incluindo a participação na fundação da Escola Politécnica de São Paulo. De acordo com o engenheiro Jair de Oliveira, Paula Souza trouxe grandes progressos para o Brasil e também para Itu. “O país cresceu muito com Paula Souza, pois ele sempre teve uma visão de futuro”.

 
Francisco Flaviano de Almeida, o querido Simplício, foi um dos mais importantes humoristas que o Brasil e o mundo puderam ver. Para os ituanos, sua importância é ainda maior: ele foi o responsável pela fama de Itu como "a cidade onde tudo é grande", e com isso, esteve à frente do grande salto econômico que aconteceu no município nas décadas de 1960 e 1970, que foi impulsionado pelo turismo lúdico inventado por Simplício, através da "lenda do exagero".
 
De acordo com o jornalista Salathiel de Souza, autor de uma extensa pesquisa sobre o humorista ituano, sem essa "lenda" criada por Simplício, Itu não teria se expandido tanto na época, tampouco se tornaria conhecida nacional e internacionalmente como o lugar "onde tudo é grande". “Grande parte do crescimento econômico e populacional da cidade foi resultado direto da publicidade engraçada e gratuita que Simplício fez de sua terra natal, gerando divisas para os cofres do comércio e do município, atraindo investimentos na área industrial e turística”.

 
Musical
Entre várias outras qualidades, a cidade tem como ponto alto a música. Mãe de compositores como Elias Álvares Lobo e Tristão Mariano da Costa, Itu é hoje também, conhecida pelo Museu da Música, uma homenagem feita pelo Instituto Cultural de Itu para presentear a cidade dos grandes nomes.
 
Elias Álvares Lobo e Tristão Mariano da Costa criaram inúmeras composições para as festas religiosas de Itu. Para a Semana Santa Elias compôs as Três Horas de Agonia ou as Sete Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário e Motetes para a Procissão de Passos, que vem sendo apresentadas pelo Coral Vozes de Itu regularmente.
 
O professor e maestro Luis Roberto de Francisco, autor de uma biografia sobre o famoso compositor Elias Álvares Lobo, define-o como “um idealizador, um entusiasta da cultura de seu tempo, dos anseios da elite e por isso produziu muita música, de quase todos os gêneros para os quais se escrevia naquele tempo”. E afirma: “Para nós, hoje, ele é, como artista, o melhor registro da segunda metade do século XIX no interior de São Paulo”.
 
Tristão Mariano da Costa marcou seu tempo como intelectual católico ligado a práticas culturais tradicionais. De acordo com Luis Roberto, Tristão Mariano
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