Itu: 402 anos e muitos apelidos
Publicado: Terça-feira, 31 de janeiro de 2012 por Deborah Dubner
Berço da República, Cidade dos Exageros e muito mais!
| Deborah Dubner/www.itu.com.br |
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| Os azulejos do Museu Republicano ilustram a história e as pessoas de Itu, Berço da República |
Itu completa 402 anos em 02 de fevereiro de 2012. Para homenagear essa jovem cidade senhora, grande na fama e pequena no nome, selecionamos os principais apelidos de Itu. Fique por dentro e escreva o seu comentário!
Itu: Roma Brasileira
História
No início do século XX, o Cardeal Arcoverde chamou Itu de Roma Brasileira, em visita ao Colégio São Luiz. Lembrou a intervenção dos Jesuítas na cidade, sobretudo com a fundação do Colégio São Luiz. Conta à lenda que o Imperador D. Pedro II já o havia citado também, muitos anos antes, pela existência de tantas igrejas, colégios católicos, irmandades, padres e freiras.
Outra versão da história reforça que o título foi dado à cidade na própria fundação Colégio São Luis, em 1867. O que deixa claro que, ao contrário do que muitos pensam, Itu não é chamada de Roma Brasileira por causa de suas inúmeras igrejas.
A Companhia de Jesus – os jesuítas – trouxeram para Itu, todo o conhecimento físico, químico, astronômico e cultural de Roma, tornando a pequena cidade do interior paulista ainda mais rica em educação, igualando-se ao centro de Roma.
Seja como for, o garboso título foi rapidamente incorporado à lista de apelidos do Berço da República e se mantém vivo até hoje.
Religiosidade
Apesar dos Jesuítas não estarem mais presentes em Itu e sua força na Igreja do Brasil ter diminuído muito, a cidade ficou com as marcas dessa religiosidade extrema. O Apostolado da Oração, maior irmandade católica do Brasil, ainda tem seu Santuário em Itu, dentro da Igreja do Bom Jesus. Lá está enterrado o fundador do Apostolado da Oração no Brasil, irmandade presente em praticamente todas as cidades brasileiras.
Além disso, há em Itu grande quantidade de igrejas, alguns conventos femininos e uma freqüência notável da comunidade às igrejas.
Existe também uma importância ou significado arquitetônico e histórico nas igrejas de Itu. A Matriz é o maior monumento do barroco paulista e uma das mais antigas paróquias do Estado. Em conjunto, as cinco igrejas centrais formam um patrimônio que não existe em São Paulo, o que dá maior força ao significado de Roma Brasileira.
Turismo religioso
Apesar de Itu ser conhecida como Roma Brasileira, infelizmente não aproveita o título em relação ao Turismo Religioso. Muito ainda pode ser feito a fim de criar meios para a conjugação de esforços do turismo com a igreja. “Até os anos 80 havia romarias de mais de mil pessoas, vindas para visitar a Igreja do Bom Jesus e Igreja de São Benedito em diversas partes do ano”, lembram os moradores do centro da cidade.
Por que não retomar esta época? Porque não organizar mais peregrinações a Itu? Esta é uma pergunta que a equipe do www.itu.com.br, sempre envolvida com o melhor de Itu e com os diversos tipos de turismo, faz aos envolvidos com o tema (entidades de turismo, associações, igrejas e Administração Municipal). Afinal, nunca é tarde para começar!
Itu: Berço da República
Itu foi berço do movimento republicano que mais tarde, pôs fim à monarquia no Brasil. Por esse fato, a cidade ficou conhecida como "Berço da República" e no local onde foi realizada a primeira reunião do movimento republicano se encontra hoje o Museu Republicano "Convenção de Itu" que guarda viva a memória desse acontecimento.
O Museu Republicano foi construído em meados do século XIX e guarda em seu interior um rico acervo de fotos, documentos, objetos e obras de arte, que são a memória do Partido Paulista Republicano.
Os detalhes desta passagem tão importante para Itu e para todo o Brasil estão descritos em um belo artigo do historiador Jonas Soares de Souza.
Itu: Cidade dos Exageros
Itu conquistou a fama de "Cidade dos Exageros" graças a Simplício, um comediante ituano nascido no ano de 1916, que faleceu em 2003. Tudo começou assim: Uma dia, no banco da praça do programa humorístico "Praça da Alegria, na extinta Rede Tupi, Simplício burlou o script.
Seu personagem era um caipira do interior. Manoel de Nóbrega, que apresentava o programa, costumava pedir que a esposa explicasse ao público o tamanho dos objetos que existiam em sua terra. Havia sempre o exagero. Um dia, Simplício arriscou: "Ofélia, diga o tamanho da mandioca que tem lá na nossa cidade, em Itu".
Nesse momento, Nóbrega, ao vivo, brincou com o comediante: "promovendo, hein”? Desde então Itu tornou-se a cidade onde tudo é grande. Pessoas do Brasil todo mandavam a Itu seus legumes fora do comum, a fim de que fossem parar na TV.
Atualmente, Itu tem o orelhão e o semáforo gigante na praça da Matriz. Na mesma praça, visitantes do mundo todo se divertem com os lembranções do Gigantão. E um projeto de construção da Praça dos Exageros está em andamento.
Itu: a Fidelíssima
Itu ganhou de D. Pedro I o título de Fidelíssima logo após a Independência.
No artigo do historiador Jonas Soares de Souza, ele escreve: “A 17 de março de 1823, já aclamado imperador D. Pedro I, Sua Alteza Real assinou a Carta Régia que concedeu a Itu o título de Fidelíssima, “por se ter avantajado a outras povoações por seu denodo e patriotismo”. Conheça os detalhes dessa história!
Itu: Boca do Sertão
No século XVII durante decênios Itu foi o ponto mais profundo do povoamento de todo o Brasil — a “Boca do Sertão”. O historiador Afonso de Escragnolle Taunay, organizador do Museu Republicano “Convenção de Itu”, teve a idéia de representar essa fase da história local em três painéis de azulejos, aos quais deu os títulos de 1. Missão de Maniçoba (1553), 2. Itu: Boca do Sertão e 3. Fundação de Itu em 1610 por Domingos Fernandes e Cristóvão Diniz.
Leia os detalhes sobre a Missão de Maniçoba, uma aldeia fundada pelos jesuítas para reunir e catequizar índios guaianazes, e entenda porque Itu tem também o apelido de Boca do Sertão. A contribuição é também do historiador Jonas Soares de Souza.
Itu: Berço do Futebol
Itu, 1880. Uma delegação de padres jesuítas do Colégio São Luiz retorna de excursão à Europa. O objetivo era conhecer novas modalidades esportivas que pudessem ser praticadas ao ar livre e oferecê-las aos jovens .
A história está relatada no livro “Visão do jogo – primórdios do futebol brasileiro”, do historiador José Moraes dos Santos Neto. É ele quem explica, também, que foi em 1894 – mesmo ano do retorno de Charles Miller ao Brasil – que um novo reitor assumiu o comando do Colégio São Luiz. Era o padre espanhol Luiz Yabar. Com ele, o jogo tomou forma. Quatro times de 11 jogadores foram formados entre os alunos, que ganharam um par de traves e um campo demarcado.
Os trechos acima fazem parte de uma brilhante matéria que o jornalista ituano Rodrigo Gasparin escreveu para o itu.com.br, mostrando que “Itu, que 21 anos antes havia sediado a Convenção Republicana e por isso gravaria seu nome na história do Brasil, era também um dos berços do futebol nacional.” Não deixe de ler!
Itu: Cidade Cinema
Nossa cidade foi cenário de várias produções do cinema nacional, com uma luz do sol fantástica para criações de imagens. Mas foi no século XX que Itu teve suas primeiras produções, com os filmes “A Cidade de Itu” (1919) e “A estrada da rodagem-Itu” (1923) - duas relíquias produzidas na cidade.
Trata-se de imagens documentais, que infelizmente desapareceram, embora na Cinemateca exista registro destas e de outras produções dos anos 30, 40 e 50. A Cinemateca comporta também a gravações da inauguração do Cine Marrocos de Itu (1952 até os anos 90). Em 1978 o cineasta Osvaldo de Oliveira, em parceria com Letácio de Camargo e o crítico cineclubista e cineasta Jairo Ferreira, fizeram o curta-metragem histórico “A Convenção de Itu”, no formato 35 mm. Saiba detalhes sobre Itu, a cidade cinema no artigo de Paulo Rodrigues sobre o tema.
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