Bem estar

Publicado: Terça-feira, 27 de maio de 2008

Bernhard Wosien e a Comunidade de Findhorn

Crédito: site dancascircularesrj Bernhard Wosien e a Comunidade de Findhorn
Bernhard acreditava que as Danças Circulares Sagradas eram Meditações Ativas.
Para quem não conhece a fundo a história da Dança Circular Sagrada, podemos dizer que Bernhard deu origem a linhagens diferenciadas, todas com o propósito comum de tocar o sagrado dentro de nós.” (Renata Ramos)

Bernhard Wosien (1908-1986) foi bailarino clássico, coreógrafo, pedagogo e pintor.
 
Nas décadas de 50/60, percorreu o mundo recolhendo e resgatando as danças de diferentes povos. Ele percebeu que dançar em círculo proporciona ao ser humano um encontro com a alma e, a partir dessa intuição, deu início a uma sinergia: quem dança em círculo move campos energéticos, que movem outros e mais outros! Diz a tradição celta que Deus é movimento e que, quando estamos juntos, bem juntinhos mesmo, o mal não entra.
 
Bernhard acreditava também que as Danças Circulares Sagradas eram Meditações Ativas, possíveis de serem executadas por qualquer pessoa, em todas as áreas de uma sociedade.           

Em 1976, Bernhard visitou a Comunidade de Findhorn no norte da Escócia e, a pedido de Peter Caddy, um de seus fundadores, ensinou pela primeira vez uma coletânea de Danças Folclóricas para os residentes. Bernhard Wosien já havia passado dos 60 anos e, há algum tempo, andava procurando uma prática corporal mais orgânica para expressar seus sentimentos. Freqüentando grupos de Danças Folclóricas, percebeu que ali estava o que procurava. Vivenciou a alegria, a amizade e o amor, tanto para consigo mesmo como para com os outros, e sentiu que a Dança em roda possibilita uma comunicação sem palavras e mais amorosa entre as pessoas.
A Comunidade de Findhorn existia há 15 anos quando Wosien ensinou as Danças pela primeira vez. De 1976 para os dias de hoje, centenas de Danças foram incorporadas ao conjunto do que passou a se chamar “Danças Circulares Sagradas”, ou somente, “Danças Sagradas”. De Findhorn, esse trabalho espalhou-se pelo mundo todo.

Continuidade
 
A filha de Bernhard Wosien, Maria-Gabriele Wosien, pesquisadora incansável dos mitos e das religiões, já veio ao Brasil diversas vezes e mantém viva a tradição de cada povo através das Danças Circulares Sagradas nesta época de globalização. Com sua profundidade e humor deixa, a cada visita, um pouco do espírito de seu pai.
 
Friedel Kloke, parceira de Bernhard Wosien na dança clássica, imortaliza em suas coreografias para a Dança Circular, a beleza dos movimentos e das mandalas que o ser humano é capaz de manifestar quando em contato com sua alma. Friedel também já veio ao Brasil várias vezes e encanta a todos com sua beleza e dignidade.

E finalmente, mas não menos importante, é a linhagem da Fundação Findhorn, na Escócia, de onde esse Movimento das Danças Circulares se espalhou com muita noção do Sagrado no dia-a-dia, do Sagrado dentro de nós, do Sagrado no Planeta. Peter Vallance, seu representante na área das Danças Circulares Sagradas, já esteve no Brasil muitas vezes. A primeira vez foi em 1996, logo depois da vinda de Anna Barton, em 1995. Esteve presente também no VII Encontro Brasileiro de Danças Circulares ...Sagradas, onde focalizou um curso de Danças Sagradas da India.
 
Anna Barton foi uma das pessoas que teve ligação direta com Bernhard Wosien quando este foi à Comunidade em 1976 focalizar as Danças Circulares pela 1ª vez; nessa época, Bernhard estava em pleno trabalho de resgate das danças em círculo, tradicionais dos diversos povos e já havia criado coreografias circulares para símbolos e valores universais, tal como a Dança do Sol.
 

Fonte: Fonte: site triom.com.br e site dancascircularesrj

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