Cotidiano

Publicado: Segunda-feira, 12 de julho de 2010

Evento lembra o "9 de julho" e homenageia ex-combatente

Zito Pereira Mendes recebeu menção especial.

Crédito: Jéssica Ferrari / www.itu.com.br Evento lembra o "9 de julho" e homenageia ex-combatente
Barros Freire, Zito Pereira Mendes e o Tenente Coronel Freibergue brindam a menção especial

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Por Jéssica Ferrari

Todos juntos em um semicírculo para relembrar o dia em que o povo paulista pegou em armas e lutou pelo regime democrático no país. Assim, como uma reunião familiar, encontraram-se os participantes do evento alusivo ao “9 de julho”, realizado no dia 08 de julho, no Quartel de Itu (Regimento Deodoro).

A solenidade lembrou a história da Revolução Constitucionalista de 1932, contada pelo historiador e diretor de Cultura da prefeitura de Itu, Jonas Soares de Souza e realizou menção especial ao senhor Zito Pereira Mendes, 98 anos de idade, ex-combatente ituano.

O evento também contou com a presença do tenente coronel Freibergue Rubem do Nascimento, do secretário municipal de Cultura, Álvaro Stella, com o documentarista Barros Freire e do prefeito da cidade, Herculano Passos Junior.

História

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo a derrubada do governo do presidente Getúlio Vargas, que estava no poder desde 1930.

Com um governo provisório, mas de amplos poderes, Vargas fechou o Congresso Nacional, aboliu a Constituição e depôs todos os governadores. Insatisfeita, a população iniciou protestos e manifestações, como a do dia 23 de maio, que terminou num conflito armado. A revolução então acabou eclodindo no dia 9 de julho, sob o comando dos generais Bertolo Klinger e Isidoro Dias.

O movimento prosseguiu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas.

Cerca de 890 pessoas morreram nos combates. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, mas já em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização, fruto da conscientização gerada pela mobilização paulista.

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