Publicado: Quinta-feira, 19 de junho de 2008
Greve
A Assembléia dos professores da rede estadual de ensino na sexta-feira passada, dia 13 de junho, marca o início da greve dos docentes contra o Governo Estadual, por diversos motivos dentre eles: a revogação do Decreto 53037 e da Lei 1041; a incorporação das gratificações ao salário dos professores e aposentados; diminuição do número de alunos por sala de aula; reajuste salarial dos professores, o qual não ocorre há três anos; melhoria das condições de trabalho; fim da aprovação automática e da coação aos docentes para que aprovem alunos que nada sabem.
Na rede estadual de ensino, segundo a APEOESP – o Sindicato dos Professores – 60% das escolas do Estado aderiram à greve e estão com suas atividades paralisadas, já no site da Secretaria de Educação não há menção à greve e o colunista da Veja – Gustavo Ioschpe postou informação dizendo que a mesma não mobilizou número suficiente de professores.
Onde está a verdade nisso tudo?
O desencontro de informações é grande. O cidadão desconhece o que acontece na escola pública, com seus filhos e com os funcionários que os educam, mas têm certeza de uma coisa, os alunos não estão aprendendo.
O direito a greve é assegurado pela Constituição Federal de 1988, no seu art. 37, inciso VII e na Lei nº. 7.783/89, porém a greve não é instrumento para ser usada a torto e a direito em qualquer momento, a greve é ação extrema, pois gera danos aos patrões e aos empregados e no caso de serviço público como a educação, à população em geral.
Nesse caso os alunos estão perdendo e a imagem dos próprios professores com a paralisação das atividades fica afetada. Não seria este o momento de mostrar que os docentes se importam, e muito, com o aprendizado de seus alunos?
Por que não realizar uma greve trabalhando?
Ao invés de não trabalhar, por que os professores em greve não dão aulas?
Por que não demonstrar que os docentes se importam com a educação e com seus alunos?
Vamos dar aulas e não assinar o livro ponto!
Vamos dar aula de graça!
Vamos protestar contra as péssimas condições de trabalho distribuindo conhecimento, e ao menos assim, se não conseguirmos que atendam as reivindicações da categoria, pelo menos não prejudicaremos àqueles que são no fundo a nossa razão de existir.
Vale lembrar que ficar em casa reclamando da vida e assistindo TV não é greve, é folga.
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