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Publicado: Segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sangue, arte e sorvete

Oi

Vou fazer um comentário(zinho) sobre a violência urbana, antes que ela se torne tão corriqueira que nem chame mais a atenção. Os assaltos andam chegando mais perto, alguns indignados das redes sociais são meus amigos, alguns deles próximos. A banalização do crime está me deixando muito nervosa. E medrosa. E achei curiosa a manifestação da imprensa, fazendo eco ao Casagrande, ex jogador do Corinthians e agora comentarista esportivo da Globo, que se revoltou porque foi assaltado apesar de se identificar junto aos assaltantes. Eu me pergunto porque será que sua fama o protegeria dos malfeitores. No país da piada pronta e politicamente incorreta, a justificativa estaria nas suas origens corintianas, mas eu não vou falar nisso. Mais ainda por causa da sua tão divulgada libertação do vício, que de fato, ela sim, mereceria muito respeito. Não é todo mundo que consegue. Sabemos que há drogas lícitas e outras ilícitas, há gracinhas que se faz com os chocólatras e as piadas com os viciados em sexo. Enfim, vendo na rua aqueles que já são carinhosamente chamados de “nóias” por alguns, isso já está incorporado à paisagem da cidade. Eu não consigo, eu ainda sofro. Não queria parar de sofrer, mas acho tudo muito duro...Sabemos, também, que não é apenas no Brasil.

Mudando de cenário, estive em Salvador essa semana. Vôos pontuais (atraso de no máximo 15 minutos) e em ambos casos lotadíssimos. Tinha ficado contente ao ser informada em que hotel eu estaria hospedada. Afinal, já tinha estado lá...Mas ao chegar lá, quando disse que eu não precisava preencher a ficha porque no ano passado já tinha preenchido, fui informada que eles não guardam as fichas, só as utilizam para colocar no Ministério do Turismo. No mais, qualquer coisa que eu perguntasse – onde há uma farmácia, como chegar – tudo era muito difícil.

Como disse uma amiga minha, numa apresentação para a qual eu a convidei, sobre atitudes em geral e no trabalho em particular, tudo tem hora e lugar. E isso me chama a atenção no mundo de hoje. Tanto faz onde as pessoas estão, tanto faz com quem as pessoas estão, tudo o que eu aprendi como bons modos e convivência hoje aparentemente não é valorizado. Na Sala São Paulo, num concerto, além de tudo, pessoas desobedecendo as orientações, com celulares na mão sem parar e até fotografando. Numa casa de jazz, depois de inúmeras solicitações contra filmagens e fotos, houve tentativas – mas nesse caso, com reprimendas.

Antes que eu esqueça, OSESP tocando Sibelius e Tchaikowsky; na casa de jazz, Pat Metheny. Adoro minha cidade. Ou melhor, esta parte da vida na minha cidade, onde tenho acesso a tanta coisa que me faz falta. O sono, às vezes, também faz falta, mas nessa hora lembro dos ensinamentos de minha mãe, que dizia que depois de morta eu vou poder descansar à vontade. E de fato, dormir e querer descansar pode fazer perder coisas agradáveis. Dá para entender porque as crianças se defendem tanto contra o sono.

Apesar disso, principalmente no show de ontem, eu fiquei me perguntando se é correto da parte dos músicos do trio cobrarem para se divertirem (porque parece que eles se divertem pelo menos tanto quanto o público enquanto tocam). E um dado cultural: esse show era para adultos (começava às 20 horas, enquanto que os espetáculos mais “jovens” não têm início antes das 23:00, que dizer 01:00).

E neste caso específico, em relação às necessidades gastronômicas dos assistentes, na sala São Paulo sempre há um jantar buffet, ou uma sopinha, crepes, salgadinhos, docinhos, sem contar café e água, refrigerantes, álcool de diferentes procedências (às vezes melhorzinhas, outras sofríveis). Mas nessa semana, pela primeira vez, vi passar uma carrocinha dos sorvetes Diletto, com o sorveteiro uniformizado. Cada coisa...Falando em sorvete, no clube de jazz fazia parte do cardápio, na parte de sobremesas, um sorvete. Uma amiga comentou que seu marido dizia que um dos locais onde ele mais gostava de entrar eram sorveterias, porque quase todo mundo quando entra lá traz um sorriso no rosto. Eu concordo, considero IMPOSSÍVEL tomar sorvete de mau humor. Hoje vi uma jovem de quase dois anos tomando um sorvete de coco. Acho que acordada nunca a vi tão concentrada e feliz.

E com isso, vamos nos preparar para o início da Copa das Confederações, assunto que sempre mobiliza este país do futebol.

Feliz dia dos namorados, para quem está namorando ou não. O dia tem mesmo é que ser feliz....para todos

Beijos carinhosos e boa semana

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